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Ataques no Catar e bloqueio no Estreito de Ormuz elevam riscos para fertilizantes

A escalada do conflito no Oriente Médio ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira (02/03), após ataques atingirem instalações energéticas no Catar. Como medida preventiva, a produção de GNL foi interrompida em unidades industriais estratégicas do país, aumentando as preocupações sobre a estabilidade do fornecimento global de gás natural.

A paralisação ocorre em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz, desde 28 de fevereiro, rota fundamental para o transporte de petróleo, gás e insumos agrícolas. Aproximadamente 20% do petróleo mundial transita pelo estreito, além de parcela relevante do comércio de fertilizantes nitrogenados.

No mercado de ureia, cerca de um terço do comércio marítimo passa pela região, enquanto aproximadamente um quarto da amônia global utiliza essa rota. O bloqueio amplia os riscos logísticos e energéticos, elevando a volatilidade dos preços internacionais e reforçando o viés altista para os nitrogenados.

Adicionalmente, o fechamento de campos de gás em Israel, incluindo o Leviathan, reacende preocupações sobre a continuidade do fornecimento ao Egito, importante produtor de ureia dependente desse insumo. Durante episódios semelhantes em 2024, a paralisação da produção egípcia contribuiu para altas próximas a 20% nos preços. No cenário atual, com a possibilidade de interrupções também no Irã — responsável por cerca de 6% da produção global — o mercado segue atento a potenciais impactos adicionais na oferta.

InfoMoney, adaptado por GlobalFert, 02/03/2026.

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