Mercado

Mosaic conclui que poder de compra do produtor em 2022 atinge o pior nível desde 2019

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF), calculado pela multinacional do setor Mosaic, encerrou 2022 com média de 1,47 ponto, o patamar mais elevado desde 2019, o que aponta uma piora para o agricultor na relação de troca do insumo por produtos agrícolas. 

O resultado supera a média de 1,12 ponto registrada em 2021, de 0,83 em 2020 e 1,13 ponto em 2019, mostraram os dados.

De acordo com a metodologia do IPCF, quanto mais acima de 1, pior é a relação de troca para o agricultor, enquanto resultados abaixo de 1 indicam que os adubos estão mais acessíveis.

“O ano passado foi o de maior média da série histórica, quando os preços de fertilizantes reagiram aos movimentos globais de alto impacto nas cadeias de suprimento, em especial, à invasão da Ucrânia pela Rússia”, disse a Mosaic em nota.

A companhia lembrou que os primeiros meses de 2022 foram marcados por incertezas sobre a oferta de adubos devido à guerra, que levou a uma alta no preço do insumo –considerando que a Rússia e seu aliado no conflito Belarus são dois grandes fornecedores globais de fertilizantes.

O Brasil importa cerca de 85% de sua necessidade de adubos.

“Nem mesmo um valor positivo das principais commodities exportadas conseguiu garantir o equilíbrio (no poder de compra)”, acrescentou a Mosaic.

A partir da segunda metade de julho, à medida que os lotes de adubos continuaram chegando ao país e o mercado percebeu que a safra de grãos não seria comprometida, a Mosaic disse que começou a notar uma redução do IPCF, “graças a um reequilíbrio global entre a oferta e a demanda de fertilizantes”.

Em dezembro, o IPCF atingiu 1,03 ponto, devido a uma combinação entre uma redução nos preços dos fertilizantes, associada com a apreciação das commodities.

Money Times, 31/01/2023.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo