Entregas de fertilizantes cresceram em julho, mas recuaram no acumulado anual

A Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) divulgou que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro encerraram julho com 4,62 milhões de toneladas, um aumento de 3,2% em relação às 4,48 milhões de toneladas do mesmo mês do ano passado.
Os dados dão certo alívio à indústria do segmento, que enfrenta problemas financeiros e atrasos de compras por parte dos produtores devido à queda no valor das commodities.
Ao somar as entregas de janeiro a julho, o volume ficou praticamente estável ao resultado de igual período de 2023, com queda de 0,8%, de 23,09 milhões de toneladas para 22,90 milhões de toneladas este ano. A produção nacional caiu 2,3% e as importações aumentaram 0,7% nos primeiros sete meses do ano.
Mais uma vez, o Estado que mais concentrou o recebimento de adubo foi Mato Grosso, com um volume de janeiro a julho de 21,7%, o equivalente a 4,98 milhões de toneladas.
Em seguida, estão Paraná (2,76 milhões), São Paulo (2,59 milhões), Goiás (2,20 milhões), Rio Grande do Sul (2,13 milhões), Minas Gerais (1,98 milhão) e Bahia (1,72 milhão).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou julho de 2024 com um volume de 605 mil toneladas, representando aumento de 7% em relação ao mesmo mês de 2023. No acumulado dos primeiros sete meses, o total foi de 3,67 milhões de toneladas, um recuo de 2,3% na comparação com as 3,76 milhões de toneladas de igual período de 2023. A retração é reflexo do impacto do primeiro semestre dos extremos climáticos e também da demanda mais fraca.
Globo Rural, 08/10/2024.



