Logística

Pesquisa de entidade aponta frete defasado

O frete cobrado pelas transportadoras de cargas encontra-se com uma defasagem de 11,95%. Foi o que apontou pesquisa realizada pelo Decope/NTC&Logística, o departamento de custos operações, estudos técnicos e econõmicos da associação dos transportadores de cargas.

Números – “Esse percentual de 11,95% é um cálculo que atinge o mínimo desejável para equilibrar receitas e despesas das companhias. A atualização dos valores tarifários é imprescindível para o setor enfrentar os desafios do mercado nacional”, afirma Flávio Benatti, presidente da NTC&Logística.

Segundo a entidade, apesar do crescimento de 3% do PIB (Produto Interno Bruto), 2011 foi um ano muito instável para o transporte rodoviário de cargas e a evolução desse indicador não foi suficiente para recomposição dos fretes.

Entre os efeitos de defasagem do frete, a entidade aponta estado precário da frota de veículos de carga, alto índice de acidentes, falta de manutenção dos caminhões, elevada emissão de poluentes e baixa média salarial do setor. Segundo o levantamento, muitas empresas ainda não estão utilizando todos os componentes tarifários essenciais na composição do frete, como GRIS e frete-valor.

De acordo com a entidade, o transporte de carga enfrenta grandes desafios, imposições e restrições. Entre os desafios, destaque para a necessidade de 120 mil pessoas, anualmente, para a profissão de motorista, uma vez que falta profissionais capacitados para a função.

No que se refere às restrições, uma das reclamações diz respeito à redução dos horários permitidos para a circulação de caminhões em algumas cidades e rodovias, além do cumprimento das novas exigências ambientais – entre as quais as do Proconve7, que além de exigir o uso do ARLA 32, encarecerá significativamente tanto os veículos quanto o combustível.

Canal do Transporte,03/02/2012

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo