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A oferta de Ureia na China segue em expansão

Entre janeiro e setembro de 2025, a produção nacional alcançou 53,18 milhões de toneladas, um aumento de 8,1% em relação ao mesmo período de 2024. O índice médio de utilização da capacidade foi de 85,15%, 3,58 pontos percentuais acima do ano anterior. As exportações somaram 2,81 milhões de toneladas, aumento expressivo de 2,56 milhões de toneladas. Já o consumo interno cresceu 1,69 milhão de toneladas, enquanto os estoques subiram 6 mil toneladas.

Após mais de uma década de forte expansão, o setor de ureia chinês enfrenta excesso de capacidade e resultados financeiros negativos. Como resposta, o governo implementou reformas estruturais que eliminaram 16,22 milhões de toneladas de capacidade durante 2016 a 2020. Mesmo assim, a partir de 2021, com o salto dos preços internacionais, novas expansões produtivas foram retomadas.

No comércio exterior, após a suspensão total das exportações em 2024, a China reabriu parcialmente o mercado em maio de 2025, permitindo vendas apenas entre maio e setembro, sob um sistema de cotas. Esse modelo de exportação limitada e controlada deve se manter no médio prazo, restringindo o crescimento adicional das exportações.

Nos próximos dois anos, a demanda doméstica deve continuar fraca, afetada pelo baixo dinamismo do setor imobiliário e pela queda no consumo industrial (especialmente em painéis e derivados de madeira). A expectativa é de que o consumo cresça cerca de 3% ao ano, enquanto a produção deve subir 5%, ampliando o desequilíbrio entre oferta e demanda.

Em síntese, diante do cenário de alta oferta, baixa rentabilidade e restrições às exportações, o mercado de ureia chinês tende a permanecer sob pressão de preços, com cotações em busca de um novo piso nos próximos meses.

Eastmoney, Adaptado por GlobalFert, 13/11/2025.

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