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Bioinsumo pode trazer economia de até R$ 15,7 bilhões por safra de soja, diz estudo

Um estudo do Ipea aponta que o uso da Solubilização Biológica de Fosfato (SBF), técnica que emprega microrganismos como Pseudomonas, Bacillus e Aspergillus para liberar fosfato preso no solo, pode gerar economia de até R$ 15,7 bilhões por safra de soja no Brasil, reduzindo em 30% a 50% a aplicação de fertilizantes fosfatados.

A adoção em larga escala da tecnologia, mesmo descontando o custo estimado de R$ 2,8 bilhões para sua aplicação total, pode elevar a produtividade da soja em 5,9% a 10,5%, com ganho máximo de 15,5 milhões de toneladas ao ano (R$ 14,9 a R$ 28,5 bilhões).

Os pesquisadores destacam que cerca de 70% do fosfato aplicado fica fixado no solo, e a SBF permitiria torná-lo disponível novamente às plantas, reduzindo a dependência de importações.

O estudo também aponta contribuição para a descarbonização: a SBF poderia evitar 1,3 a 4,5 milhões de toneladas de CO₂, representando um benefício econômico de até R$ 2 bilhões, além de potencialmente diminuir a pressão por desmatamento ao elevar a produtividade sem expansão de área.

Globo Rural, adaptado por GlobalFert, 02/12/2025.

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