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Bioinsumos e fertilizantes se consolidam como estratégia para mitigar déficit hídrico na soja em 2026

O uso combinado de bioinsumos e fertilizantes vem ganhando relevância como uma das principais estratégias para reduzir os impactos do déficit hídrico na safra de soja de 2026. O movimento ocorre em um contexto de elevada incerteza climática, marcado por chuvas irregulares em importantes regiões produtoras, o que reforça a busca por tecnologias capazes de aumentar a resiliência das lavouras frente ao estresse hídrico.

Dados do setor indicam que os bioinsumos atuam de forma complementar à nutrição convencional, estimulando o desenvolvimento radicular em até 20% a 30% e auxiliando na regulação de hormônios associados ao estresse hídrico. Microrganismos como Azospirillum, Bacillus e micorrizas contribuem para maior eficiência na absorção de água e nutrientes, com potencial de recuperar entre 10% e 20% da produtividade perdida em fases críticas da cultura, como o florescimento.

O cenário climático previsto para 2026 reforça a necessidade de atenção ao manejo, com expectativa de transição entre La Niña, neutralidade e possível El Niño ao longo do ano, além da influência de fenômenos de curto prazo. Ainda assim, a projeção para a safra brasileira permanece positiva: a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) estima produção de 177,7 milhões de toneladas de soja em 2026, crescimento de 3,4% frente a 2025. Nesse contexto, o uso integrado de fertilizantes e bioinsumos se fortalece como ferramenta estratégica para preservar produtividade e aumentar a previsibilidade do sistema produtivo.

Feed&Food, adaptado por GlobalFert, 13/01/2026.

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