O acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul

A Comissão Europeia avalia a possibilidade de implementar, em caráter provisório e sem ratificação legislativa, o acordo de livre comércio com o Mercosul.
A medida tem um caráter temporário, sua vigência só seria interrompida com uma votação contrária do Parlamento ou uma sentença desfavorável da Corte de Justiça.
Na prática, para o Brasil, o acordo de livre comércio eliminaria as tarifas de exportação na entrada a União Europeia. Esse cenário permitiria aos fornecedores nacionais uma maior competitividade frente aos europeus. Destaque para os setores de café (45%), soja (37%) e floresta (18%) que, no acumulado, disponibilizam 16,3 bilhões de toneladas dos insumos para a região.
O governo brasileiro avalia que a melhor resposta por parte do Mercosul ao Parlamento Europeu, neste momento, é acelerar a ratificação do acordo e concluir sua tramitação ainda no primeiro semestre.
A leitura, em Brasília, é que a rápida aprovação do tratado pelos países do bloco sul-americano daria elementos para a Comissão Europeia também pressionar a Corte de Justiça da UE.
Se entrar em vigor, a medida tende a fortalecer financeiramente os produtores agrícolas brasileiros que, mais capitalizados, devem ampliar a demanda por fertilizantes e intensificar a movimentação de um mercado já pressionado pela redução da oferta global.
GlobalFert, 23/01/2026.



