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Rússia deve pressionar o Brasil para preservar participação no fornecimento de fertilizantes

A Rússia deve buscar reforçar sua posição como principal fornecedora de fertilizantes do Brasil durante a 8ª Reunião da Comissão Brasil-Rússia de Alto Nível de Cooperação, em Brasília. O movimento ocorre em meio ao avanço das exportações chinesas para o mercado brasileiro, que vêm ganhando espaço e ampliando a concorrência em um setor estratégico para o agronegócio nacional.

Os números mais recentes mostram uma mudança gradual no perfil das importações. Em 2024, a Rússia respondeu por 26,3% das compras brasileiras de fertilizantes, enquanto a China representou 17,2%. Já em 2025, mesmo com aumento no volume importado, a fatia russa caiu para 25,3%, enquanto a participação chinesa subiu para 18,8%, sinalizando fortalecimento da presença da China no abastecimento do país.

Esse reposicionamento ocorre em um cenário de reorganização das cadeias globais de insumos, influenciado por conflitos geopolíticos, dificuldades logísticas e instabilidade nos fluxos comerciais. Além disso, produtores brasileiros têm ajustado estratégias de compra, priorizando produtos de menor concentração para reduzir custos, o que tende a favorecer fornecedores com maior competitividade e capacidade de entrega.

A disputa vai além do comércio e envolve interesses estratégicos. A dependência brasileira de fertilizantes amplia o peso do tema nas relações internacionais, enquanto Rússia e China buscam consolidar influência em um mercado essencial para a produção agrícola. Nesse contexto, cresce também a discussão sobre a necessidade de diversificação de fornecedores e avanço de investimentos em produção doméstica para reduzir riscos de abastecimento.

GlobalFert, 06/02/2026.

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