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Disrupção de gás natural pressiona produção de ureia na Índia e Bangladesh

Produtores de ureia na Índia e em Bangladesh começaram a paralisar unidades ou antecipar manutenções após interrupções no fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) do Catar, afetado pelo conflito no Irã. Empresas como a Indian Farmers Fertilizer Cooperative tiveram que suspender parte da produção ou iniciar manutenção de rotina, que pode levar até um mês para ser concluída caso o fluxo de GNL seja normalizado.

O gás natural é essencial para a produção de ureia, tanto como energia quanto como insumo direto. Na Índia, a oferta de gás para o setor de fertilizantes caiu para aproximadamente 70% da demanda, gerando preocupações sobre a disponibilidade antes do pico da temporada de monções em junho. Caso a escassez persista, o país, maior importador mundial de ureia, pode precisar aumentar compras no mercado internacional, pressionando preços e afetando a gestão de subsídios, além de repercutir na inflação de alimentos.

Autoridades indicam que estão sendo adotadas medidas para manter pelo menos 70% do fornecimento de LNG destinado à produção de fertilizantes durante a interrupção. Os estoques de ureia, segundo dados oficiais, estavam em cerca de 18 milhões de toneladas em 10 de março, aumento de quase 37% em relação ao ano anterior, oferecendo algum alívio temporário para o setor.

Em Bangladesh, quatro das cinco plantas de ureia permanecem paralisadas devido ao racionamento de gás. Na região, compradores na Índia, Bangladesh, Tailândia e Vietnã têm buscado suprimentos no mercado spot de LNG, mas algumas licitações recentes não foram atendidas, evidenciando a escassez de curto prazo e a pressão sobre a cadeia regional de fertilizantes.

Fertilizer Daily, adaptado por GlobalFert, 20/03/2026

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