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Importações de fertilizantes avançam em setembro, mas seguem abaixo de 2025 

As importações brasileiras dos cinco principais fertilizantes analisados, ureia, nitrato, sulfato, MAP e cloreto de potássio (KCl), somaram 2,56 milhões de toneladas em setembro de 2026. O volume avançou 6,8% em relação a agosto, quando foram internalizadas cerca de 2,40 milhões de toneladas. 

Apesar da recuperação na comparação mensal, as compras externas ficaram 24,1% abaixo do registrado em setembro de 2025, indicando um ritmo ainda inferior ao observado no ano passado. 

Ureia 

A ureia liderou entre os nitrogenados e permaneceu como o segundo fertilizante mais importado do país, com 709,7 mil toneladas, equivalentes a 27,7% do volume total dos cinco produtos analisados. 

Na comparação com agosto, as importações avançaram 39,6%. Em relação a setembro de 2025, contudo, houve retração de 12,8%. 

O volume desembarcado em setembro correspondeu a cerca de 40% das importações do terceiro trimestre e a 20,2% do acumulado de janeiro a setembro, evidenciando uma concentração das compras no encerramento do trimestre, em linha com a demanda de abastecimento para a safra 2026/27. 

Nitrato 

As importações de nitrato somaram 60,2 mil toneladas em setembro, o equivalente a 2,3% do total analisado. 

O produto registrou a maior retração entre os fertilizantes avaliados, com queda de 62,9% em relação a agosto e de 62,7% na comparação com setembro de 2025, após volumes mais elevados nos meses anteriores. O resultado de setembro representou 16,7% das importações do terceiro trimestre e 10,4% do acumulado do ano. 

Sulfato 

O sulfato alcançou 499,7 mil toneladas, consolidando-se como o terceiro fertilizante mais importado entre os cinco analisados, com participação de 19,5% no volume total. 

As compras cresceram 24,2% frente a agosto, mas permaneceram 44,5% abaixo do registrado em setembro de 2025. O volume de setembro respondeu por 36,1% das importações do terceiro trimestre e por 11,1% do acumulado de 2026. 

MAP 

As importações de MAP totalizaram 210,6 mil toneladas em setembro, correspondentes a 8,2% do volume analisado. 

Embora tenha registrado queda de 21,6% em relação a agosto, o fertilizante apresentou crescimento de 21,7% na comparação com setembro de 2025, demonstrando desempenho anual mais favorável que o observado para os nitrogenados. O mês concentrou 26,2% das importações do terceiro trimestre e 9,7% do acumulado entre janeiro e setembro. 

Cloreto de potássio 

O cloreto de potássio manteve-se como o fertilizante mais importado do país, com 1,08 milhão de toneladas em setembro, volume equivalente a 42,2% do total dos cinco produtos analisados. 

As compras avançaram 16,7% em relação a agosto e 2,8% frente a setembro de 2025. Assim como o MAP, o produto registrou crescimento na comparação anual. Setembro respondeu por 31,0% das importações do terceiro trimestre e por 10,2% do acumulado do ano. 

Importações aceleram no terceiro trimestre, mas permanecem abaixo de 2025 

Entre julho e setembro de 2026, as importações dos cinco fertilizantes somaram 7,82 milhões de toneladas. O resultado superou em 21,5% o volume registrado no segundo trimestre, quando as compras externas totalizaram 6,44 milhões de toneladas, sinalizando uma aceleração do fluxo de importações na segunda metade do ano. 

Na comparação com o mesmo período de 2025, entretanto, o terceiro trimestre apresentou retração de 19,8%, já que os desembarques haviam alcançado 9,75 milhões de toneladas no ano anterior.

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