IBGE: Espírito Santo é o 3° maior consumidor de fertilizantes do País
O Espírito Santo é o 3° Estado que mais consome fertilizantes do País. A informação é do estudo “Indicadores de Desenvolvimento Sustentável-Brasil 2012”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta segunda-feira (18). Enquanto a média do País ficou em 155 quilos por hectare, durante o ano de 2010, nas terras capixabas este consumo foi de 187 quilos por hectare.
Baseado em dados do anuário estatístico do setor de fertilizantes, divulgado pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) e da pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgados pelo IBGE, o estudo expressa a intensidade do uso de fertilizantes nas áreas cultivadas e ressalta a importação da maioria dos produtos e sua relevância no comprometimento ambiental.
Utilizados em larga escala para o aumento da produtividade agropastoril, lembrou o estudo, os fertilizantes estão associados à eutrofização dos rios e lagos, à acidificação dos solos, à contaminação de aqüíferos e reservatórios de água e à geração dos gases de efeito estufa.
A pesquisa aponta que a agricultura moderna tem gerado impactos ambientais que comprometem a sustentabilidade dos ecossistemas agrícolas a médio e longo prazos, embora eleve a produtividade e permita atingir níveis de produção que atendam às demandas do mercado.
Para ambientalistas, sendo o Estado o 3° maior consumidor e o mesmo que abrigará a Unidade de Fertilizantes Nitrogenada de Linhares, da Petrobras, esse quadro é ainda mais preocupante. Projetado para funcionar em 2017, o pólo produzirá 763 mil toneladas de uréia por ano, 790 toneladas de metanol, 200 mil toneladas de ácido acético, 25 mil toneladas de ácido fórmico e 30 mil toneladas de melamina. O objetivo é reduzir a dependência externa de fertilizantes.
O Espírito Santo é seguido no ranking por Minas Gerais (264 kg/ha) e Goiás (205 kg/ha).
Já em relação ao consumo de agrotóxico, o Estado que também já foi um dos maiores consumidores, se manteve abaixo na média nacional, que foi de 3 kg para 3,5kg por hectare (2000 a 2009). Segundo o IBGE, o Estado registrou um consumo de 2 kg por hectare no ano de 2009.
Século Diário, 18/06/2012



