Fertilizantes: Mercado tem incremento de 40%
A produção de grãos nos Cerrados piauienses está a todo vapor e o mercado tem impulsionado vários setores da economia ligados à agricultura. E já tem atraído novos investidores. São as fábricas de fertilizantes, que têm tido um mercado bastante promissor na região. Ano passado, uma fábrica foi inaugurada em Uruçuí com a perspectiva de produção de 40 mil toneladas de fertilizantes. Acabaram vendendo 60 mil, número que já foi ultrapassado este ano.
Somente em 2012, a produção de fertilizantes alcançou o montante de 85 mil toneladas, 42% a mais que o ano passado. E a perspectiva para os próximos anos são as melhores. O corpo de funcionários já teve de ser aumentado. “O Piauí explora hoje 15 a 20% da área disponível para a produção de grãos, então as perspectivas nossas são de um crescimento enorme nos próximos cinco anos. Nos já estamos com metas de construir unidades pra atender regiões de Nova Santa Rosa e Serra dos Quilombos e ampliar a fábrica em Uruçuí para atender toda essa demanda que o mercado vai necessitar nessa região”, explica.
O fertilizante é considerado produto essencial para a correção do solo. Geralmente composto de calcário, ferro, potássio, fosfato e outros compostos do gênero, sua mistura traz a dosagem certa que o solo precisa.
Oriundos da Suíça, Argélia, Tunísia, Israel e Estados Unidos, chegam de caminhão após desembarcar em Fortaleza ou São Luís. Atualmente, essa única fábrica abastece mais de 90 fazendas da região, mas a grande demanda deve atrair ainda mais fábricas ao Piauí, já que os próprios fazendeiros admitem a necessidade de adubo.
Jamir, produtor de soja, compra 400 kg de fertilizantes por hectare, o que no final das contas, confirma o quanto esse mercado pode ser promissor. Pode ser um investimento alto, mas para os produtores é essencial. “Se você diminuir o adubo num período de safra desse plantio, no próximo ano você vai ter que colocar mais pra poder recuperar a produção. Sem adubo não dá, sem a correção necessária, no solo não adianta nem tentar que não produz”, explica.
Meio Norte, 19/10/2012



