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Secretário revela que preocupação com planta de amônia tem sentido

Preocupação de autoridades com a implantação da planta de amônia em Uberaba tem sentido. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Assis, declarou que agora, que passaram as eleições, acabou a hora de manter sigilo sobre o problema dos investimentos em Uberaba. “Os deputados federais precisam entender que o problema da planta de amônia não é o gasoduto nem o mercado, porque apresentamos a maior produção de fertilizantes da América do Sul. O nosso problema é que apresentamos à Petrobras um projeto da planta de amônia e ureia, mas que foi adaptado para uma planta singular complicadíssima, do ponto de vista técnico, já que, se a planta de amônia de Patrocínio não buscar a realidade para contemplar as 400 mil toneladas, poderá tornar o nosso projeto inviável em Uberaba”, revelou.

Ele acrescentou que esse déficit cairá sobre Uberaba e o resultado não será interessante. Por isso, a presidenta da Petrobras, Maria Graças Foster, enviou uma aliada para discutir o projeto com o presidente da Vale Fertilizantes, Murilo Ferreira. “Ambos são uberabenses e têm vontade de ver essa região se desenvolver, mas os deputados precisam se aliar ao prefeito e fazer com que esse empecilho se torne uma oportunidade para a cidad. Temos área e uma unidade ao lado (Vale Fertilizantes) que era para utilizar a unidade de Patrocínio, mas poderá usar a de Uberaba, porque tem muito interesse em nitrogenado de ureia”, explicou.

Assis revelou que, para tentar buscar uma solução para o problema, eles propuseram um “puxadinho” no projeto, fazendo a planta de amônia e fabrica de ureia, mas não por imposição e sim porque não tinham outra saída. “Não adianta insistir no projeto se não tiver mercado para isso. O mercado virá através da planta de ureia, com esforço entre Graças Foster (Petrobras), Murilo Ferreira (Vale Fertilizantes) e a presidenta Dilma. Estamos atuando nessa vertente porque o gasoduto já está assegurado através de Antonio Anastasia (governador de Minas), mas a planta de amônia vem enfrentando problemas. Sei que o assunto é delicado, mas manter segredo é mais arriscado ainda, porque o único jeito de garantir o investimento é unir forças para fazer um planejamento estratégico que garanta tanto a planta de amônia quanto a de ureia no município”, contou.

Solução – Na análise de Assis, a implantação da fábrica de amônia e ureia em Uberaba dependente de três vertentes: gasoduto, perspectiva da Petrobras e união de forças políticas para convencer as autoridades do cenário nacional sobre a importância desse investimento, que irá trazer grandes impactos para todo o Triângulo Mineiro. “Naquela época, por vaidade política, reavaliaram o projeto, mudando para singular, mas essa medida exige conhecimento técnico, o que vem trazendo alguns obstáculos. No entanto, com um planejamento técnico, podemos fazer com que a presidenta Dilma Rousseff sinta-se responsável pelos empreendimentos e faça a Petrobras e a Vale, que são dois instrumentos poderosos, se entenderem, já que esse problema não é somente de Uberaba, mas de todo o país, se o investimento não se concretizar”, concluiu.

Jornal de Uberaba, 27/11/2012

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