Vale quer abandonar projeto de Fertilizantes na Argentina; Petrobras deve assumir
A Vale e a Petrobras estão revisitando o passado no setor de fertilizantes. Até a década de 1980, era a Petrobras quem detinha a hegemonia na produção. Por decisão dos governos militares, a maior parte dos ativos da Petrofértil foi transferida para a vale, que já explorava o fosfato de Araxá.
Na gestão de Agnelli, a companhia comprou a Fosfértil e iniciou um megaprojeto de US$ 6 bilhões para exploração de potássio, na região de Rio Colorado, na Argentina.
O vento sopra e eis que a Vale negocia repassar a operação de fertilizantes para a Petrobras. O plano da Vale é se livrar do projeto argentino. Murilo Ferreira volta apavorado cada vez que vai ao país vizinho e é recebido por Cristina Kirchner e seu staff.
O ministro Fernando Pimentel e o assessor Marco Aurélio Garcia estão acompanhando de perto a negociação entre a Vale e o governo argentino, sobre o projeto Rio Colorado.
É do interesse do governo brasileiro que o projeto prossiga, mas os custos se elevaram tanto (em função do câmbio irreal e das exigências dos argentinos) que inviabilizam a permanência da Vale. Os ministros já avisaram que o Brasil, embora interessado, não aceitará retaliações contra a companhia, caso as negociações azedem.
IstoÉ Dinheiro, 02/02/2013



