Déficit cresce 17% no acumulado do 1º bimestre
O déficit da balança comercial da indústria química alcançou US$ 4,3 bilhões no primeiro bimestre deste ano, alta de 16,8% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Associação da Brasileira da Indústria Química (Abiquim).
Nos primeiros dois meses de 2013, as importações de produtos químicos totalizaram US$ 6,6 bilhões, aumento de 11,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as exportações, de US$ 2,3 bilhões, apresentaram elevação de 2,4% na mesma comparação.
Em fevereiro, as importações chegaram a US$ 3 bilhões, um recuo de 14,6% em relação a janeiro. As exportações atingiram US$ 1,1 bilhão, queda de 9,4% sobre o mês anterior. Em relação a fevereiro do ano passado, as importações cresceram 8,2% e as exportações tiveram ligeiro aumento de 0,1%.
Os intermediários para fertilizantes permanecem como o principal item da pauta de importação brasileira de produtos químicos, com gastos de US$ 930,4 milhões no primeiro bimestre. Na de exportações, as resinas termoplásticas foram o destaque, com vendas de US$ 327,7 milhões no mesmo período. Na comparação com o primeiro bimestre de 2012, contudo, as vendas externas de resinas tiveram queda de 10,7% em valor e de 18,3% em volume.
Nos últimos 12 meses (de março do ano passado a fevereiro), o déficit em produtos químicos ultrapassa os US$ 28,8 bilhões, o pior resultado já registrado na balança comercial do setor. A expectativa é que o rombo na balança comercial da indústria química atinja os US$ 30 bilhões neste ano, superando o recorde do ano passado, quando ficou em US$ 28,1 bilhões.
Desde o ano passado, as indústrias químicas discutem com o governo federal a criação de um pacote de incentivos ao setor para restabelecer a competitividade da cadeia. Entre os pedidos estão tributação menor, incentivo à inovação e taxas de juros e matérias-primas mais competitivas para impulsionar investimentos no país.
Valor Econômico, 14/03/2013



