Nutriplant investe em expansão para outros estados
Após passar por uma reestruturação no ano passado, depois de incorporar a Quirios, a Nutriplant, fabricante de micronutrientes e fertilizantes especiais, se prepara neste ano para reduzir seu endividamento e ampliar os investimentos em marketing e distribuição para aumentar o alcance de seus produtos em outros estados brasileiros.
Atualmente, a maior parte do fornecimento corresponde ao Espírito Santo, principalmente às plantações de café, mas o plantio de soja continua sendo o maior destaque nas vendas de fertilizantes.
“Nosso foco tem sido ampliar nossa distribuição, porque este é o nosso maior vetor de crescimento no curto prazo. Além disso, queremos tornar a empresa cada vez mais conhecida para atrair mais investidores e, assim, melhorar a liquidez das nossas ações” disse Ricardo Pansa, presidente e diretor de relações com investidores da Nutriplant.
O otimismo de Pansa não é fictício. Para 2013, os produtores rurais esperam um ano muito melhor na colheita e nas vendas por conta da melhora do cenário internacional.
“Os últimos anos remuneraram muito bem o produtor rural. Além disso, os preços das commodities estão interessantes e a maior parte da decisão de plantio para este ano já foi tomada. Os clientes estão organizando um ano muito forte e nós estamos organizando também, para elevar a receita, margem e participação de mercado”, explica o presidente.
Ele destaca que o Brasil é um país com grande área disponível para agricultura, sem precisar derrubar nenhuma árvore, somando 394 milhões de hectares, contra 269 milhões de hectares nos Estados Unidos e 220 milhões de hectares na Rússia.
Com a venda da divisão de fertilizantes de solo, por R$ 24,4 milhões, a empresa conseguiu reduzir parte de sua dívida e elevar a rentabilidade para investir em ativos que gerem margem positiva.
No entanto, a empresa ainda teve prejuízo de R$ 11,6 milhões nas despesas financeiras, explicado pelo número excessivo de rescisões causadas pela redução dos funcionários, após a junção das sinergias das empresas e a venda do imóvel em Paulínia, interior de São Paulo.
“As sinergias operacionais devem impactar fortemente em 2013 por causa da combinação da produção de fertilizantes especiais na planta de Barueri”, diz Pansa, que acredita em na redução do endividamento, atualmente em R$ 26 milhões.
A dívida da empresa teve incremento no último mês do ano por causa do aumento do capital de giro e investimentos para na alta concentração das vendas de fertilizantes na época de plantio. Em 2011, o endividamento estava em R$ 39 milhões.
Outra forma que a companhia aposta para reduzir a dívida, além das sinergias, é o valor dos impostos que tem a receber, totalizando R$ 15,3 milhões até 2018, sendo neste ano R$ 1,3 milhão. O presidente avulta ainda que a empresa tem buscado financiamentos com bancos maiores por conta das operações serem a longo prazo.
Além disso, a empresa tem ainda que receber R$ 17,1 milhões pela venda dos ativos de Paulínia. “Continuamos comprometidos em maximizar os produtos dos nossos clientes, concluir nossa reestruturação, buscando melhorar a rentabilidade das margens de vendas e reduzindo nossas despesas operacionais e financeiras”, pontua.
Vale lembrar que, no ano passado, a Nutriplant registrou lucro líquido de R$ 7,7 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 10 milhões em 2011.
Brasil Econômico, 20/03/2013



