Governo Federal garante que potássio vai gerar uma nova Zona Franca no Estado do Amazonas
Diante de um cenário em que o país importa 93% do que consome, as reservas de potássio do Estado do Amazonas representam uma solução estratégica para a economia brasileira, razão pela qual sua exploração é considerada agora uma prioridade entre os novos projetos do Governo Federal. A declaração é do secretário de Desenvolvimento Regional Sérgio Castro, que representou o Ministério da Integração Nacional na audiência pública “Potássio do Amazonas, uma realidade para o Brasil”, que lotou o ginásio Jorge Marskell na noite da última sexta-feira (24), em Itapiranga, no Baixo Amazonas.
A audiência, chancelada pelo deputado estadual Sinésio Campos (PT), presidente da Comissão de Geodiversidade da Assembleia Legislativa, e promovida pelo prefeito de Itapiranga, Nadiel Serrão (PMDB), contou com a participação do superintendente da Sudam, Djalma Mello, do secretário de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos, Daniel Nava, geólogo Frederico Cruz, do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), engenheiro Ênio Soares Botelho, do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), e gestores dos municípios de Nova Olinda do Norte, Itacoatiara, Borba, Autazes, Silves, São Sebastião do Uatumã, Urucurituba, Urucará e Nhamundá.
Para Sérgio Castro, a presidente da República, Dilma Rousseff, está determinada a investir forte nessa nova política, ainda mais considerando que a única jazida de potássio em exploração no país, no Estado de Sergipe, se esgotará no prazo de dez anos. “O potássio é estratégico para a agricultura brasileira e é estratégico também do ponto de vista do desenvolvimento regional”, afirmou.
O secretário disse ao PORTAL DO ANTÔNIO ZACARIAS, o único veículo de comunicação presente na Audiência Pública, não ter ilusões sobre o fim do modelo Zona Franca de Manaus e sua necessária substituição por outro polo econômico, de forma sustentável. “Esse modelo de incentivos fiscais é finito, não é eterno, e o potássio será uma nova Zona Franca na Região Norte, uma grande alternativa de desenvolvimento sustentável, outro padrão de vida econômica e social para a região, gerador de emprego e renda”, acrescentou.
Otimista acerca da nova perspectiva, Sérgio Castro informou que o Governo Federal aguarda com ansiedade a aprovação do marco regulatório para a exploração mineral, no Congresso Nacional, para fazer deslanchar o projeto do potássio no Amazonas. “Temos hoje a realidade da exploração do petróleo e do Pré-Sal, com seu marco regulatório consolidado, e esperamos, da mesma forma, a definição do marco imprescindível à exploração mineral em toda a Amazônia”, destacou.
Em apoio à manifestação do secretário do Ministério da Integração Regional, o deputado Sinésio Campos, o geólogo Fred Cruz e o secretário Daniel Nava, representando o governador Omar Aziz no evento, explicaram que, com a definição do marco regulatório, será possível garantir que todos os benefícios do setor mineral nos estados amazônicos sejam concedidos em toda a sua amplitude, contemplando as demandas sociais das populações locais. “O potássio do Amazonas ocupa, com certeza, um lugar relevante na agenda federal”, frisou Sinésio.
“Acredito que o potássio será a libertação da economia do Baixo Amazonas, ele fortalecerá a nossa agricultura com o calcário e tornará o nosso setor primário tão competitivo como nunca ocorreu”, reforçou o prefeito itapiranguense Nadiel Serrão, dizendo que os gestores municipais da região apostam muito no potássio da região, que é a terceira maior reserva do mundo e capaz de criar uma outra ZFM com o surgimento de indústrias de fertilizantes e indústrias de cloro e soda cáustica.
Portal Antônio Zacarias, 26/05/2013



