Produção mineral está em ascensão no MT
Expansão da atividade agrícola e de obras públicas e privadas, além dos investimentos realizados por empresas da área de mineração contribuíram para o aumento da produção mineral em Mato Grosso em 2012, avaliada em 15,469 milhões de toneladas de ouro, diamante, calcário, cobre, manganês, cassiterita, argila, areia, rochas britadas e cascalho. Comparado com as 12,005 milhões (t) produzidas em 2011, houve incremento de 28,85% na extração mineral. Para 2013, a perspectiva é que a produção desses materiais continue aumentando entre 10% a 15% no Estado, segundo a superintendência do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) em Mato Grosso.
Com a aprovação do Marco Regulatório da Mineração, aguardada para o próximo semestre após 5 anos de análises e reformulações, a exploração mineral tende a receber mais investimentos. Documento que regula a exploração mineral foi encaminhado em regime de urgência ao Congresso Nacional na última terça-feira (18) pela presidente Dilma Rousseff. Levantamento realizado pela superintendência estadual do DNPM mostra que em 2013 os requerimentos de lavra protocolados aumentaram 66%, totalizando 16 pedidos nos 5 primeiros meses, contra apenas 6 no mesmo período do ano passado.
Dados fornecidos pela mesma instituição revelam que a produção de ouro em 2012 cresceu 28,78% sobre 2011, totalizando 10,421 mil quilos, contra 8.092 mil (kg) no penúltimo ano. Maior aumento foi observado com a produção de cascalho, que passou de 403,103 (t) em 2011 para 808,761 (t) em 2012. Porém, o maior volume mineral foi garantido com a produção de calcário corretivo de solo, num total de 7,023 milhões (t) em 2012, sendo 23,22% a mais que as 5,699 milhões (t) de 2011.
Produção de água mineral também aumentou em Mato Grosso, totalizando 225,024 milhões de litros no ano passado, alta de 10,69% em comparação com 2011, quando chegou a 203,275 milhões (l). De acordo com a diretora da Água Lebrinha, Flávia Alves de Almeida, o índice de crescimento registrado no Estado para esse mercado acompanha a média nacional. “O consumo per capita vem aumentando ano a ano nesse patamar”. Com uma unidade em operação no Estado, a diretora adianta que será inaugurada uma nova unidade no norte de Mato Grosso no próximo ano.
OUTROS -No ano passado também foi extraído cobre (29,412 mil/t) e manganês (2,323 mil/t), enquanto em 2011 não houve exploração desses minérios. Houve queda de 70,18% na produção de diamante, que baixou de 40,906 mil quilates em 2011 para 12,195 mil quilates em 2012. Recuo foi acompanhado na produção de cassiterita, que caiu de 377,887 mil (kg) para 76,068 mil (kg), numa redução de 79,87%.
Superintendente do DNPM em Mato Grosso, José da Luz, afirma que o Estado possui reservas importantes de minério de ferro, concentradas principalmente na região Norte, entre os municípios de Juína e Aripuanã. Foram cubadas 3 milhões (t) do minério, no entanto a exploração depende da conclusão da malha ferroviária para escoamento da produção. Para o superintendente, o setor mineral tem potencial para gerar mais riquezas no Estado que o agronegócio nos próximos 10 anos. Atualmente a atividade garante uma arrecadação média de R$ 6 bilhões em impostos. “Para o governo será muito bom o fortalecimento da atividade”.
Com a aprovação do Marco Regulatório da Mineração, a arrecadação será sobre a receita bruta da venda do minério e não mais sobre a receita líquida, explica da Luz. Além disso, está prevista a distribuição de royalties para exploração de metais nobres, sendo que os municípios produtores ficam com 65%, os estados produtores com 23% e a União com 12%.
CALCÁRIO -Com uma produção total de 10,861 milhões (t) em 2012, o volume de calcário produzido em Mato Grosso e destinado à correção de solo e construção civil superou em 22% a quantidade produzida em 2011, equivalente a 8,841 milhões (t). Para este ano, a estimativa do Sindicato das Indústrias de Extração de Calcário de Mato Grosso (Sinecal) é que a produção fique estabilizada ou tenha ligeiro incremento, influenciado pelo consumo na indústria de cimento. Conforme explica o presidente da entidade, Cleverson Cabral, o aumento na produção estadual de calcário em 2012 foi favorecido pela demanda agrícola, principalmente na região Leste do Estado. “Geralmente a utilização de calcário cresce quanto surge novas áreas destinadas à agricultura e foi o que aconteceu no ano passado, quando áreas de pastagem degradada foram ocupadas por soja e milho”.
Gazeta do Povo, 24/06/2013



