Burocracia na regulamentação afasta investimentos
Além de burocrático, o registro de defensivos e fertilizantes na Anvisa é oneroso. De acordo com Carlos Prado, presidente da Comissão de Fruticultura da CNA, os custos são impeditivos para culturas de menor volume no País.
Isso porque, de acordo com ele, o foco da indústria de defensivos e fertilizantes está voltado para a produção de grãos. “Eles têm algum interesse, mas o investimento é grande. E você prefere investir num mercado que vai dar retorno de R$ 1 bilhão ou o que vai ter dar R$ 10 bilhões?”, diz ao comparar a soja com outros produtos nacionais.
Solução
Para o assessor técnico da Comissão Fruticultura da CNA, José Eduardo, o problema seria resolvido se a Instrução Normativa 01/2010 fosse colocada em prática. A normativa estabelece que para culturas que tenham números reduzidos de estudos, será feita a regulamentação de defensivos por grupo de alimentos. Isso implica que o mesmo defensivo poderá ser usado em várias frutas e hortaliças.
“Até hoje, não temos conseguido operacionalizar a instrução normativa”, lamenta José Eduardo. (João Bandeira)
Saiba mais
Oito culturas agrícolas, que se subdividem em 65 espécies diferentes, ainda aguardam regulamentação para o uso dos defensivos e fertilizantes agrícolas.
As culturas principais são acerola, figo, chuchu, jiló, kiwi, quiabo, cajá e jiló.
Mais de 110 frutas e hortaliças não tem defasados quanto ao uso
Cerca de 700 processos para regulamentação estão em tramitação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aguardando aprovação.
Produtores querem a aplicação imediata da Instrução Normativa Conjunta 01/2010, em vigor desde fevereiro de 2010.
Jornal de Hoje, 05/07/2013



