Presidente da Uralkali não descarta retomar parceria em potássio
O presidente do Conselho da russa Uralkali, maior produtora mundial de potássio, disse que não descarta uma cooperação futura com sua antiga parceira bielorussa, apesar de autoridades em Minsk terem prendido o presidente -executivo da Uralkali.
Vladislav Baumgertner foi preso em 26 de agosto em uma visita a Belarus a convite do primeiro-ministro, acrescentando uma dimensão diplomática à disputa comercial iniciada quatro semanas antes, quando a Uralkali saiu da aliança que tinha com a bielorussa Belaruskali.
A Uralkali disse, na oportunidade, que o fim do mais poderoso cartel de potássio do mundo poderia derrubar os preços do produto em 25 por cento no segundo semestre de 2013.
Por outro lado, o fim da parceria poderia ter um impacto significativo para a economia de Belarus, onde a produção do nutriente para o solo responde por 12 por cento das receitas estatais.
O principal objetivo da Uralkali era conseguir a libertação do presidente-executivo, disse o presidente do Conselho Alexander Voloshin, em uma entrevista à agência Interfax nesta quarta-feira.
Questionado se a cooperação poderia ser retomada, Voloshin disse que “nada é impossível, mas talvez não seja o melhor momento para discutir isso agora.”
As ações da mineradora de potássio alemã K+S subiram depois dos comentários de Voloshin, que levaram à especulação sobre se um novo cartel poderia ser formado.
A cooperação entre as duas empresas é improvável no futuro próximo, já que o conflito entre elas foi longe demais, mas em teoria uma retomada não poderia ser descartada, avaliou o analista Boris Krasnojenov, da Renaissance Capital.
Baumgertner está preso em Belarus e aguarda julgamento pelas acusações de abuso de poder.
Reuters, 04/09/2013



