Gasoduto Betim-Uberaba deverá ser estendido Andréa Rocha
O Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba trabalham de forma articulada para que, no prazo médio de oito a dez anos, toda a região se transforme num grande polo logístico e industrial voltado para o agronegócio. Segundo o prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado, além de contar com um aeroporto de cargas, possivelmente por volta de 2022, o município também vai integrar o projeto do gasoduto que vai ligar Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), ao Triângulo Mineiro. O objetivo, segundo ele, é unir esforços para que o país seja autossuficiente na produção de fertilizantes.
O projeto do gasoduto, que até então teria Uberaba como ponto final, pode ser alterado, com extensão de 100 quilômetros para chegar a Uberlândia. Segundo o prefeito, essa inclusão “já está bem encaminhada”, referindo-se, especialmente, à visita feita nesta semana pelos presidentes da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Djalma Bastos de Morais, e da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), José Carlos de Mattos, em nome do governador Antonio Anastasia. “Eles não viriam a Uberlândia se não tivessem algo realmente objetivo para tratar”, indicou.
Segundo o projeto inicial, o gasoduto, que foi anunciado por Anastasia no final do ano passado, inclusive como meio de viabilizar a implantação, em Uberaba, da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN V) pela Petrobras, teria 457 quilômetros de extensão, seguindo o traçado da BR-262. No entanto, embora até os investimentos, da ordem de R$ 1,8 bilhão, já tenham sido anunciados pelo governo de Minas, Gilmar Machado sustenta que Uberlândia “vai receber o gasoduto”.
Pendência – O momento, segundo ele, é de “definição do trajeto, do processo e da formatação”. Questionado sobre os custos dessa expansão do gasoduto até Uberlândia, que vai significar um aumento de 100 km no duto, o prefeito informou que este é justamente um dos pontos em discussão. Apesar dessa pendência, ele diz que a expectativa é que a inclusão seja feita “nesse primeiro momento”, com início das operações em meados de 2016, antecedendo em poucos meses o início da produção da fábrica de amônia.
Gilmar Machado está confiante quanto ao sucesso dessas negociações. Aos investidores em potencial, ele indica que podem incluir Uberlândia em seus projetos, pois “já podemos colocar no nosso portfólio aqueles empreendimentos que precisam de gás para funcionar”. O prefeito espera a confirmação da expansão do gasoduto nos próximos dias, quando a presidente Dilma Rousseff estará em Uberaba para formalizar o início das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados.
O trajeto do gasoduto é definido pelas quatro empresas responsáveis pelo projeto: Petrobras, Petrobras Gás (Gaspetro), Cemig e Gasmig.
Diário do Comércio, 01/03/2014



