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Obras da planta de amônia em Uberaba indefinidas

Apesar de o prefeito de Uberaba (Triângulo Mineiro), Paulo Piau, e a própria Petrobras terem confirmado a ida da presidente da República, Dilma Rousseff, em fevereiro, à cidade para a assinatura da ordem de serviço, que autoriza o início da construção da tão esperada planta de amônia, o projeto ainda não tem data para sair do papel. O prefeito terá um encontro com a presidente amanhã, quando poderá, enfim, ser decidida uma nova data.

A informação é da assessoria de imprensa da prefeitura, que alega que a solenidade ainda não ocorreu, em virtude de incompatibilidade de agendas entre o governo municipal e o federal. Piau vai a Brasília para convidar a presidente para participar da abertura da 80ª Exposição Internacional das Raças Zebuínas (ExpoZebu), agendada para 3 de maio, data esta que, conforme disponibilidade de Dilma Rousseff, poderá marcar o início das obras na fábrica de amônia, único grande projeto da Petrobras em Minas Gerais.

Mesmo diante deste cenário e depois de duas licitações desertas e dois anos da data inicial do projeto, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Uberaba, José Renato Gomes, não considera que o cronograma esteja atrasado. Segundo ele, embora os trabalhos ainda não tenham data para começar, a Toyo Setal, empresa responsável pelas obras, já está se instalando na cidade.

“No momento, a Toyo está procurando uma área para montar escritório na cidade, selecionando os profissionais que atuarão nas intervenções e estabelecendo as prioridades quanto ao andamento dos trabalhos”, justifica.

Em entrevista ao DIÁRIO DO COMÉRCIO, em fevereiro, o prefeito da cidade lembrou que o compromisso de iniciar os trabalhos pessoalmente foi citado pela própria Dilma Rousseff em 2009. Ele afirmou ainda que a previsão inicial era de que a fábrica fosse inaugurada neste ano, mas que uma série de problemas adiou a conclusão do projeto para 2016.

Fertilizantes – Em relação ao empreendimento, conforme já publicado, a escolha se deu por meio de contratação direta e ocorreu depois de duas tentativas frustradas de licitar a fábrica, em virtude de sobrepreço. O objetivo foi de contratar bens e serviços para a implantação da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN V), que deverá produzir 519 mil toneladas de amônia por mês, em um terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados, do Distrito Industrial 3 do município mineiro. Quando pronta, a planta irá funcionar em regime de 24 horas para a produção do insumo de fertilizantes.

Trata-se da segunda etapa de implantação da unidade, uma vez que a primeira, referente à terraplanagem, foi concluída, mesmo que com atraso, pela empresa Egesa Engenharia, no fim de março do ano passado. Já o terreno que abrigará a planta, foi oficialmente repassado à Petrobras em meados de maio de 2013. O projeto, que integra o Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), vai demandar R$ 2,3 bilhões em investimentos.

E mesmo com a construção da fábrica de amônia atrasada, o Executivo municipal segue com o processo de atração de empresas do setor de fertilizantes para Uberaba. Na última semana, o secretário de Desenvolvimento e o prefeito foram ao interior de São Paulo para negociar a instalação de mais um gigante do segmento para a região. Há informações de que se trata de uma multinacional.

Diário do Comércio, 01/04/2014

Imagem: Jacinto Júnior/Divulgação

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