Entregas de fertilizantes até maio/15 estão 12% menor que 2014
A Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) divulgou os dados de entregas de fertilizantes para maio/15, que totalizaram 2,066 milhões de toneladas.
A capacidade do agricultor de adquirir insumo está limitada. Isso porque a taxa de câmbio mais elevada acaba sendo transferida de maneira direta para os insumos importados, enquanto as particularidades do mercado doméstico de commodities agrícolas tornam esse movimento mais lento no caso da obtenção de receitas com as exportações, gerando um descasamento temporal entre custos e receitas.
O atraso ocorrido para a comercialização da safra de grãos durante a temporada 2014/15 colaborou para adiar as compras para a próxima safra. Esse quadro resultou em entregas 12% mais baixas para o total acumulado entre janeiro/15 e maio/15 em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram 9,044 milhões de toneladas em 2015, contra 10,276 milhões de toneladas em 2014.
Entre os estados com participação relevante na agricultura brasileira, é destacável a retração do consumo nos que estão localizados na região Nordeste, em especial naqueles em que o cultivo da cana-de-açúcar está mais presente. Isso porque os preços do açúcar e a moeda brasileira têm a característica histórica de possuírem alta correlação, o que aumenta a exposição cambial e tornou as relações de troca com os fertilizantes ainda mais desfavorável, pressionando a demanda por fertilizantes. É o caso de Alagoas e Pernambuco.
Para os estados cuja produção de grãos é responsável pela maior parte da área plantada, parte do consumo ainda deve ser recuperado ante o plantio da próxima safra. No entanto, a perspectiva de que as aplicações ocorram no mínimo volume necessário para evitar perdas de produtividade colabora para a perspectiva de redução efetiva das entregas.
Mony Belon, 24/06/2015



