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Amazonas quer dar início à exploração de potássio no interior até 2018

Altamente dependente do potássio de outros mercados, o Estado quer mudar essa realidade com a exploração das jazidas descobertas na Bacia Sedimentar do Amazonas. Hoje, segundo o titular da Secretaria Estadual de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos do Amazonas (SEMGRH), Daniel Nava, 92% do potássio usado como fertilizante agrícola no Estado é importado.

Para piorar essa situação, em 2019, a única produtora localizada em Sergipe (SE) se esgotará, o que levará o Brasil a importar 100% de suas demandas que, atualmente, chegam a mais de 8 milhões de toneladas por ano.

De acordo com o secretário da SEMGRH, o início da produção das minas de silvinita, localizadas no Estado, está prevista para ocorrer em 2018, o que permitirá que o país fique menos vulnerável nas relações de sua balança comercial.

“O nosso potássio poderá chegar ao mercado brasileiro com um custo de US$ 200 a toneladas, ou seja, mais barato em função da logística”, destacou Nava.

Três empresas

Segundo dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), três empresas atuam na exploração do potássio na região, mas a empresa Potássio do Brasil, com sede em Autazes (a 113 quilômetros de Manaus) é a que está no estágio mais avançado no projeto.

Nava informou que já foram descobertas jazidas de potássio em Autazes, Novo Remanso e Itacoatiara (a 176 quilômetros), Nova Olinda do Norte (a 135 quilômetros) e Itapiranga (a 227 quilômetros).

Segundo ele, as reservas atuais chegam a quase dois bilhões de toneladas com teores que variam entre 17% a 40% de cloreto de potássio (KCl), e a extensão pode alcançar quase 400 quilômetros, o que caracteriza em jazidas de classe mundial.

“As plantas industriais estão sendo projetadas para uma produção de dois milhões de toneladas ao ano”, revelou o secretário da SEMGRH.

Segurança e competitividade

Além de atender o setor primário no Amazonas, a previsão é que parte da produção de potássio seja consumida pelos Estados brasileiros produtores de alimentos, particularmente, os localizados no cerrado pela facilidade de escoamento pelas hidrovias dos rios Madeira e Amazonas.

Os resultados dos estudos feitos pelas empresas responsáveis pela exploração destacam que as reservas de silvinita encontradas no Estado devem garantir a autossuficiência nacional do minério no país e ampliar a produção do fertilizante, o que garantirá segurança e competitividade à produção de grãos, a preços mais baixos, conferindo assim maior competitividade ao agronegócio brasileiro.

A principal base da adubação utilizada nas lavouras de grãos do país é formada por nitrogênio, fósforo e potássio, este último elemento químico, é o que mais depende de importação.

Em Tempo, 27/06/2014

Imagem: Em Tempo

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