Exportações marroquinas ao mercado brasileiro caem 41,5% e o principal item comercializado foi o fertilizante
O Marrocos registrou um déficit comercial de 63,21 bilhões de dirhans marroquinos (US$ 6,5 bilhões) nos cinco primeiros meses deste ano, uma redução de 25,3% em comparação com o mesmo período de 2014, de acordo com o Departamento de Câmbio do governo do país.
O saldo é resultado de exportações de 91,03 bilhões de dirhans (US$ 9,36 bilhões), um aumento de 5,8% sobre o período de janeiro a maio do ano passado, e de importações de 154,15 bilhões de dirhans (US$ 15,86 bilhões), uma queda de 8,6% na mesma comparação.
A redução das importações ocorreu em boa parte pelo recuo dos gastos com compras externas de produtos do setor de energia, compostas por petróleo, gás e derivados, em função da baixa das cotações internacionais do petróleo.
Aumentaram, no entanto, as importações de bens de capital (4%), produtos semimanufaturados (2%) e básicos (6,8%).
Na outra mão, cresceram as exportações de fosfatos e derivados (22,3%), da indústria automotiva (11%) e do agronegócio (11,2%).
O comércio do Marrocos com o Brasil, porém, caiu nas duas frentes, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior brasileiro (MDIC).
As exportações marroquinas ao mercado brasileiro somaram US$ 219,48 milhões de janeiro a março, um recuo de 41,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Os principais itens comercializados foram fosfatos, derivados, outros fertilizantes e produtos químicos, nafta, autopeças, peças de vestuário, peças para aeronaves, sardinhas e produtos farmacêuticos.
Já as vendas do Brasil ao Marrocos renderam US$ 130,33 milhões, uma queda de 31,3% na mesma comparação. Os principais produtos da pauta foram açúcar, trigo, milho e combustíveis e lubrificantes para aeronaves. O último item está registrado como de “consumo de bordo”, ou seja, trata-se do abastecimento do avião da Royal Air Maroc que faz o voo direto de Casablanca a São Paulo. O comércio bilateral resultou num déficit de US$ 89,15 milhões ao Brasil no período.
O Departamento de Câmbio marroquino informou ainda que o fluxo de investimentos estrangeiros diretos ao país árabe somou 11,7 bilhões de dirhans de janeiro a maio (US$ 1,2 bilhão), um aumento de 22,8% sobre o mesmo período de 2014.
ANBA, 17/06/2015



