Operários que trabalham na construção da planta de amônia da Petrobras em Uberaba (MG) paralisam atividades
Um grupo de 200 funcionários que trabalham na construção da planta de amônia da Petrobras em Uberaba (MG) paralisou atividades por tempo indeterminado devido a um impasse na negociação por reajuste salarial da categoria.
A obra é responsabilidade do consórcio Toyo Setal, uma das empresas investigadas na Operação Lava Jato, que apura a existência de um esquema de corrupção envolvendo empreiteiras e a Petrobras. Os trabalhadores estão parados desde sexta-feira (13). Nesta terça (17), os funcionários receberam nova proposta da empresa e vão discutir o assunto na tarde desta terça (17).
Segundo a assessoria de imprensa da Toyo, a paralisação envolve apenas funcionários de uma empreiteira subcontratada para prestar serviços na obra, a Soares da Costa.
Em nota, o consórcio também diz estar em dia com os pagamentos à Soares da Costa e acompanhando as negociações com o sindicato para garantir o bom andamento do processo.
Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 12%, aumento no vale-alimentação, pagamento do adicional de insalubridade. A Soares da Costa não informou as propostas apresentadas pela empresa.
Ao menos duas rodadas de negociação já aconteceram desde a semana passada, mas não houve avanço. De acordo com o engenheiro responsável pela Soares da Costa, José Fontes, uma nova contraproposta foi apresentada ao sindicato nesta segunda (17).
Polêmica com SP
A fábrica de amônia em construção no Triângulo Mineiro foi disputada em 2013 com Ribeirão Preto (SP) e São Carlos (SP). As duas cidades paulistas alegavam já ter a disponibilidade de gás para suprir a unidade – o que não ocorria em Uberaba.
Apesar da reivindicação paulista, a Petrobras posicionou que a cidade mineira era a melhor localização técnica e estratégica para planta de amônia, devido à proximidade com os principais polos de produção de fertilizantes.
Depois do entrave sobre a local para a instalação da fábrica, a consolidação do projeto também foi colocada em dúvida por causa do corte no plano de investimentos da Petrobras neste ano. No entanto, a petrolífera negou interrupção na obra, como aconteceu com a unidade de Três Alagoas (MS). As obras em Uberaba estão orçadas em R$ 1,95 bilhão.
Folhapress, 17/03/2015



