Pacific Potash corre risco de perder direitos minerários
A Pacific Potash informou ontem (7) que os executivos Balbir Johal e Bryce Clark, que deixaram a empresa em dezembro sem aviso prévio, não entregaram documentos corporativos sobre a gestão da empresa. Com isso, a companhia tem tido dificuldades para realizar a transição das funções administrativas e de gestão propostas pela nova liderança. A companhia pode ter os direitos minerários no Brasil revogados.
No comunicado enviado ao mercado na quinta-feira (7), a Pacific disse que corre o risco de perder os direitos minerários que possui no Brasil por motivos que está tentando verificar. A companhia afirmou que a investigação sobre o estado desses ativos está sendo complicada por desafios na transição das funções administrativos e de gestão.
A empresa canadense disse que, até o momento, o Departamento Nacional de Produção Mineral não forneceu atualizações sobre os direitos minerários. Em 15 de dezembro do ano passado, a Pacific informou que não recebeu os fundos direcionados para o pagamento da Taxa Anual por Hectare (TAH) ao DNPM, de forma que o pagamento não foi feito no prazo previsto. Como resultado, a mineradora disse que poderia ter os direitos minerários no Brasil revogados pelo órgão.
A Pacific disse que considera manter consultores para colaborar com as partes interessadas, incluindo o DNPM, tendo em vista que o gerente local responsável pelo Brasil renunciou ao cargo após a saída de Johal, antigo CEO da empresa, e Clarke, ex-CFO da Pacific.
A companhia canadense disse que Johal está sendo investigado pela British Columbia Securities Comission (BCSC) referente à não divulgação dos arquivos e documentos da antiga gestão da Pacific Potash. A companhia disse que respondeu às solicitações da BCSC, que tem papel similar ao da CVM, mas com atuação apenas no Estado de British Columbia, no Canadá, e que vai cooperar totalmente com a investigação.
A Pacific Potash possui 81 direitos minerários no Brasil, por meio da subsidiária Potássio Ocidental Mineração, segundo dados do Jazida.com. Todos os processos são para explorar potássio no Amazonas e estão em fase de requerimento de pesquisa ou autorização de pesquisa.
Em setembro de 2014, a Pacific devolveu 58 direitos ao DNPM de áreas que eram consideradas de baixa prioridade, para economizar cerca de US$ 547,4 mil por ano. A Pacific Potash possui o projeto de potássio Amazonas, que fica em Estado de mesmo nome.
Notícias de Mineração, 08/05/2015



