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Fertilizante foi o principal produto químico importado até abril

O enfraquecimento da economia doméstica, associado à variação cambial, já se refletiu nos números da balança comercial da indústria química brasileira, cujo déficit superou US$ 31 bilhões no ano passado. Segundo dados da Abiquim, entidade que representa o setor, o saldo negativo recuou 11,6% nos quatro primeiros meses do ano, quando comparado com o mesmo intervalo de 2014, para US$ 7,8 bilhões.

Segundo o Relatório de Estatísticas de Comércio Exterior da entidade, de janeiro a abril, o Brasil importou US$ 11,9 bilhões em produtos químicos, uma queda de 10,1%. Já as exportações, no mesmo intervalo, recuaram 7,3%, para US$ 4,1 bilhões. Em 12 meses até abril, o déficit comercial da indústria totalizou US$ 30,2 bilhões.

De acordo com a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Naranjo, tanto os valores quanto os volumes da balança comercial mostram que a redução do déficit comercial não pode ser atribuído a ganhos de competitividade da produção nacional.

“Pelo contrário, e preocupantemente, [a retração] foi motivada particularmente pelo cenário econômico atual de queda de demanda e pela forte pressão cambial dos primeiros meses do ano, além do fato de os preços internacionais ainda estarem abaixo de padrões normais para diversos produtos”, afirmou, em nota, a executiva.

De acordo com a Abiquim, as resinas termoplásticas lideraram a pauta de exportações do setor, com US$ 550,8 milhões no ano até abril. O volume é 13,4% inferior ao verificado no mesmo intervalo de 2014. Já os intermediários para fertilizantes permaneceram como o principal grupo nas importações, com compras de US$ 1,5 bilhão – queda de 9,1% na mesma base de comparação.

De janeiro a abril, os produtos químicos responderam por 19% das importações totais do país (US$ 63 bilhões) e 7,1% das exportações brasileiras (US$ 57,9 bilhões).

Valor Econômico, 20/05/2015

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