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Mudanças na matriz de fertilizantes consumidos no Brasil

Durante os últimos quatro anos, o consumo brasileiro de fertilizantes apresentou um crescimento de 13,7%. Foram 32,209 milhões de toneladas consumidas em 2014, contra 28,326 milhões de toneladas em 2011.

“Considerando que a produção nacional de fertilizantes apresentou crescimento meramente marginal durante o período analisado, é possível assumir que a rápida evolução do consumo recaiu principalmente sobre as importações e não sobre a produção doméstica”, explica a analista Mony Belon. Isso fez com que fertilizantes produzidos no Brasil com menor conteúdo dos nutrientes da mistura NPK em suas fórmulas perdessem parte de sua participação no consumo total para produtos cuja formulação apresenta maior teor de tais nutrientes.

É o caso do SSP, cuja variação total do consumo foi de -11,6% durante o período analisado. Em 2014, foram 5,131 milhões de toneladas consumidas, o que corresponde a 16% do total do consumo. “Esse comportamento teve influência do crescimento no uso de nutrientes contidos nos NP’s, cujo consumo cresceu durante o mesmo intervalo de tempo”, avalia a analista.

Para os compostos nitrogenados, a queda na demanda por nitrato e sulfato de amônio se deve em muito por suas características de volatilidade, que são encaradas como desafiadoras à armazenagem e fizeram com que muitos agricultores migrassem para o uso da ureia. Ainda, a participação da ureia prill mostrou forte recuo na matriz de consumo brasileira, sendo atualmente a ureia granular responsável pela maior parte do consumo total.

 

Mony Belon, 01/07/2015

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