Aguia começa campanha de sondagem em projetos de fosfato no RS
A sondagem vai cobrir uma área de 4,5 mil metros em Joca Tavares, que fica a aproximadamente 35 quilômetros de outro depósito da Aguia, o de Três Estradas, que tem recursos medidos de 15,2 milhões de toneladas e inferidos de 54,9 milhões de toneladas. A sondagem em Joca Tavares visa adicionar material para o plano de mina já definido de Três Estradas, segundo informações de comunicado enviado ao mercado na terça-feira (22).
A campanha de sondagem em Cerro Preto será realizada em uma área de 2,5 mil metros, cobrindo cerca de cinco quilômetros da direção do corpo mineral, que possui um total de 30 quilômetros. Resultados de mapeamento e de reconhecimento exploratório no depósito apontaram interseções de 17,5 metros com teor de 10,3% de pentóxido de fósforo (P2O5) e trincheiras de dez metros com 8,61% de P2O5. A Aguia disse que Cerro Preto pode se tornar um projeto de fosfato de escala significante.
“Com a recente conclusão de uma emissão de 9,5 milhões de dólares australianos [cerca de US$ 6,73 milhões] para os acionistas existentes e para novos fundos com recursos globais, a Aguia rapidamente aplicou esse dinheiro para realizar uma exploração agressiva e atividades de desenvolvimento do projeto, visando gerar mais valor para os acionistas”, disse Justin Reid, presidente do Conselho de Administração e diretor administrativo da Aguia.
O executivo informou, no comunicado de hoje, que a mineradora australiana está totalmente financiada para os próximos dois anos, com flexibilidade para realizar trabalhos de desenvolvimento e de exploração e pesquisa em todo o seu portfólio de ativos.
“Além disso, o enfraquecimento do real nos dá poder adicional de compra, à medida que a maioria dos custos de insumos da Aguia estão na moeda local, mas o produto vendido é precificado em dólar americano”, afirmou Reid.
A Aguia informou também que contratou a empresa Golder and Associates para realizar um estudo de impacto ambiental dos ativos que compõem o projeto Rio Grande. São eles Três Estradas, Joca Tavares, Cerro Preto e Porteira. Os trabalhos já tiveram início e devem ser concluídos dentro de dez a 12 meses.
No Brasil, a mineradora australiana, que tem entre seus donos o banco Forbes & Manhattan, opera por meio da subsidiária Águia Metais.
Notícias de Mineração, 22/09/2015



