Vale tem previsões positivas para os fertilizantes este ano
A previsão da mineradora para o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de impostos, dividendos e amortizações) tem como parâmetro estimativa de dólar a R$ 3,50 e preços do minério de ferro entre US$ 50 e US$ 60 a tonelada, níquel entre US$ 12.000 e US$ 15.000 a tonelada e cobre entre US$ 7.000 e US$ 9.000 a tonelada.
A Vale espera ainda, de acordo com a apresentação, que o Ebitda anual da área de metais básicos fique entre US$ 1,6 bilhão e US$ 5,2 bilhões em 2018, dependendo de cenário para os preços do cobre e do níquel. Já os fertilizantes, devem gerar cerca de US$ 600 milhões de Ebitda este ano, ante os US$ 278 milhões do ano passado.
Em relação à produção esperada para os próximos anos, a companhia prevê produzir mais de 300.000 toneladas de níquel por ano entre 2016 e 2019 e quase 500.000 toneladas de cobre em 2019.
A Vale possui a segunda maior reserva de níquel do mundo, com 7,3 milhões de toneladas métricas secas e a sexta maior reserva de cobre, com 10,8 milhões de toneladas, de acordo com dados da apresentação.
A mineradora tem uma visão positiva sobre os preços do níquel, considerando o nível atual “insustentavelmente baixo”, com mais de 50% dos produtores perdendo dinheiro e afirma que a preocupação sobre a demanda chinesa de aço inoxidável tem sido um “catalisador fundamental” para a queda dos preços do níquel.
O otimismo também é visto em relação a perspectiva de longo prazo para o cobre “diante dos problemas do lado da oferta estrutural”, uma vez que os preços do metal caíram para os preços mais baixos com a preocupação em relação à demanda chinesa.
Os projetos e operações também foram abordados pela Vale na apresentação. A companhia espera que, em 2018, o projeto de níquel Victor, em Sudbury, no Canadá, seja aprovado. O depósito da mina tem prazo de vida estimado em 19 anos com volume total de 255.000 toneladas de níquel refinado.
A Vale busca a eliminação progressiva fundição e refinaria de Thompson, no Canadá, e a transição para mineração e operação de fresagem em 2019 e espera a conclusão do ramp-up do projeto de Long Harbour até final de 2018, com produção anual atingindo cerca de 50.000 toneladas de 2019 a 2020.
Durante o evento, a Vale também mostrou, em apresentação, que as operações de minério de ferro em Carajás voltaram a ser as mais rentáveis do mundo, com custo de produção no porto, que inclui mina, usina de beneficiamento e transporte ferroviário até o navio, sem royalties, de US$ 10,70 por tonelada. A rival australiana Rio Tinto, por exemplo, tem custo de US$ 14,40 a tonelada no porto.
Notícias de Mineração, 01/10/2015



