Demanda por potássio no Brasil cresce acima da média global, diz PCS
A PotashCorp acredita na melhoria do mercado brasileiro, apesar do efeito negativo da desvalorização do real e do receio dos produtores quanto à disponibilidade de crédito agrícola.
“Apesar de não esperar aumento algum de demanda no Brasil, em 2015, os embarques continuam fortes, dentro da média histórica, e antecipamos que o uso de potássio no Brasil vai continuar a crescer em taxas acima da média global pelo menos nos próximos cinco anos”, afirma em nota a PotashCorp.
Segundo a canadense PCS, uma das maiores produtoras mundiais de cloreto de potássio, a demanda pelo nutriente vai crescer entre 2,5% e 3% ao ano no médio prazo. E o deficit de aplicação na América do Norte pode fazer com que a demanda dobre na região.
Nessa região, o consumo de fertilizantes permaneceu estável nas duas últimas décadas, mas a produtora de potássio diz que a tendência de aumento das taxas de colheita esgotaram o potássio contido no solo.
“Acreditamos que o deficit de aplicação não é sustentável e que pode colocar em risco a produtividade no longo prazo”, afirma a PotashCorp. Desde 2010, a taxa de exaustão de potássio nos Estados Unidos excedeu a aplicação em mais de 7 milhões de toneladas por ano, estima a empresa.
“Para fechar esse hiato, os agricultores vão ter que praticamente dobrar as taxas de aplicação em relação aos níveis atuais”, disse a companhia.
A PotashCorp disse que um grande deficit na aplicação de potássio foi encontrado na maior parte das regiões de colheita dos Estado Unidos. A mineradora espera um aumento nas aplicações do potássio no centro-oeste e sudeste do país, com os produtores da América do Norte já expandindo a capacidade para atender a essa alta na demanda.
O potássio tem sido pouco usado nos mercados asiáticos, levando a um desequilíbrio entre o potássio e outros nutrientes, disse a PCS. “Na China e na Índia, as taxas médias de aplicação de potássio em colheitas importantes como arroz, milho e trigo não acompanharam os níveis recomendados”, afirmou a companhia.
No Brasil, os principais projetos em andamento de cloreto de potássio estão em Sergipe – Sergi e Capela, da Harvest, e Carnalita, da Vale – e no Amazonas, com o projeto Autazes da Brazil Potash. Juntos, esses projetos podem acrescentar, em cinco anos, oferta de até 4 milhões de toneladas de potássio no mercado interno. Esse volume corresponde a cerca de 42% do consumo em 2014.
O mercado internacional de potássio está nas mãos dos players Canpotex, no Canadá; Uralkali, na Rússia; Belaruskali, na Bielorrússia; K+S, na Alemanha; Dead Sea/Roten, em Israel; e APC, na Jordânia. O canpotex é um cartel formado por Mosaic, Agrium e Potash Corp of Saskatchewan.
Notícias de Mineração, 02/10/2015



