Negócios

Anglo pode vender divisão de nióbio e fosfato por US$ 1 bilhão

Procurada pelo NMB, a assessoria de imprensa da mineradora disse, por e-mail, que “a Anglo American prefere não comentar especulações de mercado”.

As fontes, que relataram a suposta operação à Bloomberg, disseram que a Anglo ainda não recebeu nenhuma proposta formal e que há a possibilidade de permanecer com os negócios, cujas operações ficam em Catalão e Ouvidor, ambos em Goiás.

A Anglo pretende captar US$ 3 bilhões com a venda de ativos e está cortando cargos em todo o mundo para diminuir os custos e reduzir a dívida em meio ao colapso no preço das commodities. Até o momento, a mineradora levantou cerca de US$ 2 bilhões se desfazendo da unidade de duas minas de cobre no Chile, de ativos de platina na África do Sul, entre outros.

Em julho, a Anglo disse que tinha uma dívida líquida de US$ 11,9 bilhões, com empréstimos a longo prazo em torno de US$ 10 bilhões a US$ 12 bilhões.

A desaceleração da economia da China e a queda na demanda por metais e minerais prejudicaram os esforços do CEO da Anglo, Mark Cutifani, para otimizar os negócios de platina e diamante na África do Sul e minério de ferro no Brasil, por meio da operação Minas-Rio.

A Anglo produziu 363.100 toneladas de concentrado de fosfato, 294.400 toneladas de fertilizantes fosfatados e 75.600 toneladas de ácido fosfórico. No que diz respeito à produção de nióbio no Brasil, foram registradas 1.800 toneladas no terceiro trimestre de 2015, produzidas por meio das operações da mineradora em Catalão (GO) e Ouvidor (GO). Com informações da Bloomberg.

 

Notícias de Mineração, 23/10/2015

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