Aumenta participação da China na receita operacional da divisão de fertilizantes da Vale
No total, a participação da Ásia na receita bruta operacional da mineradora brasileira passou de 49,2% para 53,6% no terceiro trimestre, na comparação ano a ano. Dessa forma, as participações no faturamento de América do Norte, América do Sul, Europa e Oriente Médio diminuíram. De julho a setembro, a América do Norte respondeu por 6,2%; América do Sul, 19,5%; Europa, 16,8%; e Oriente Médio, 3,4%.
A China também aumentou significativamente sua representatividade na receita bruta operacional da divisão de fertilizantes no terceiro trimestre, saltando de 8,1%, no ano passado, para 11,3% este ano. No carvão, porém, o país asiático diminui sua participação de 2,2% para 1,9% na mesma base de comparação. Em metais básicos, a representatividade da China recuou de 23% para 20,5%, no terceiro trimestre.
O presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou, ontem (22), em teleconferência com analistas, esperar que a companhia consiga entregar minério de ferro na China com custo abaixo dos US$ 30 por tonelada “o mais rápido possível”.
Ferreira não descartou a possibilidade de isso acontecer antes da meta traçada pela companhia, que prevê oficialmente o patamar de US$ 29 por tonelada de custo para o minério de ferro entregue na China para 2018.
A resposta de Ferreira foi uma resposta dada à pergunta feita pelo analista Daniel Sasson, do Itaú BBA, em teleconferência sobre os resultados da mineradora no terceiro trimestre. O analista ressaltou que a meta inicial foi dada em outro patamar de câmbio, e a atual cotação do dólar poderia facilitar o cumprimento da meta antes do prazo.
O presidente da Vale disse que a meta de US$ 29 em 2018 foi calculada com base na cotação de R$ 3,50 para o dólar americano. No terceiro trimestre, o custo foi de US$ 34,20 a tonelada ante US$ 39,10 no segundo trimestre. “Mirávamos nos US$ 29 com câmbio de US$ 3,50 e nosso esforço é de redução. Vamos utilizar toda a competência do nosso time para atingirmos isso mais rápido”. As informações são do Valor Econômico.
Notícias de Mineração, 23/10/2015



