Produção

Juniores de fertilizantes têm vantagem com alta na produção de alimentos do Brasil

O Deutsche Bank e a British Sulphur preveem um crescimento de 26% na demanda de rocha fosfática da América do Sul, entre 2009 e 2018, região com maior expectativa de aumento no consumo, seguida pela China e Leste da Ásia, com 23% no mesmo período. A América do Sul é responsável pela produção de 11% dos alimentos em todo o mundo, mas possui menos de 2% das reservas de rocha fosfática.

“Os brasileiros estão prontos para as corridas na frente da agricultura, e eles possuem colheitas para exportação que são consumidas em todo o mundo. Dessa forma, o país vai precisar de quantidade significante de fosfato, o que significa que necessitará um produto de fosfato adequado em condições ácidas”, afirmou Katusa, fazendo referência ao tipo de solo da América do Sul.

As majors Vale e a Mosaic produzem fosfato no distrito de Sechura, no noroeste do Peru, com operações que tem bom acesso à infraestrutura de transporte com relação eficiente de custo e benefício. A canadense Focus Ventures, especializada em fertilizantes minerais, busca mercados na América Latina, em especial Brasil e Argentina, para vender rocha fosfática produzida no projeto Bayóvar 12, que é praticamente vizinho à operação da Vale em Sechura.

Katusa disse que é financeiramente difícil para uma mineradora júnior competir com majors em projetos tradicionais de mineração de fosfato, que envolvem infraestrutura grande e cara para processar o minério bruto em concentrado.

A Focus, porém, trabalha de forma diferente, com um projeto de rocha fosfática de aplicação direta (DAPR, na sigla em inglês), que exige baixo investimento e custos menores de produção e com energia, segundo a Associação Internacional da Indústria de Fertilizantes. A mineradora disse que fez visitas no Brasil e na Argentina para conversar com grupos de inteligência de mercado e com consumidores de fertilizantes.

“Na região central do Brasil, os agricultores vão dirigir seus caminhões até o portal da mina e comprar com base na carga do caminhão. Localmente, a rocha fosfática de aplicação direta constitui uma fonte viável de fósforo para pequenos agricultores que, talvez, não tem condições de comprar um fertilizante mais caro solúvel em água”, afirmou David Cass, presidente da Focus.

De acordo com o executivo, o mercado global de alimentos orgânicos valia US$ 72 bilhões no fim de 2013 e a área de cultivos orgânicos em todo o mundo cresceu, entre 2001 e 2011, a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR, na sigla em inglês) de 8,9%. Segundo Cass, 18% dos campos agrícolas orgânicos estão na América Latina. As informações são do Business News Network.

 

Notícias de Mineração, 28/10/2015

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo