Mineração e logística levam investimentos de R$ 101 Bi ao Pará até 2020
“Um relatório publicado na semana passada pelo Departamento de Pesquisa Macroeconômica do Itaú Unibanco mostra que os investimentos privados dos setores de logística, mineração e agroindústria devem injetar R$ 101,5 bilhões na economia do Pará até 2020.
Desse total, R$ 42 bilhões são para mineração, R$ 51,8 bilhões para logística, além de R$ 6 bilhões para agroindústria e US$ 1,7 bilhão para outros setores.
O Estado é responsável por 37% da produção de minerais metálicos do país. Embora o minério de ferro represente 68,6% das exportações, os analistas do banco afirmam que esperam “uma desaceleração da economia do Pará ao longo dos próximos anos em função da queda dos preços do minério de ferro no mercado internacional, que deve ter impacto negativo no desempenho do Estado”.
Dentre os investimentos no Estado, estão os empreendimentos anunciados pela Cevital, grupo argelino que deverá investir US$ 250 milhões no Complexo Industrial de Barcarena, e o projeto S11D da Vale, com investimentos de mais de R$ 50 bilhões, somados à construção da mina e da ferrovia para escoamento. A mineradora pretende desembolsar US$ 2,3 bilhões em 2016 e US$ 1,5 bilhão em 2017 no S11D.
Em relação aos investimentos previstos para o setor de logística, cerca de R$ 48 bilhões devem ser injetados pela iniciativa privada na construção e ampliação de terminais portuários. Hoje, o porto de Vila do Conde, no município de Barcarena (PA), representa 60% da movimentação portuária da região Norte.
Segundo a projeção do Itaú, cerca de 51% dos investimentos devem se concentrar nos municípios da região sudeste do Estado; seguidos pelas regiões nordeste, com 41%; Baixo Amazonas, 7,8%; e Metropolitana, com 1,7%.
Apesar do alto volume de investimentos até 2020, é preciso que o Pará invista na qualificação de mão de obra para poder crescer em longo prazo, de acordo com o relatório. A baixa escolaridade dos trabalhadores paraenses impacta diretamente na internalização das riquezas.
Apesar de se mostrar uma economia dinâmica e atrativa aos investidores, o PIB per capita do Pará é inferior à média na região Norte e no Brasil. O relatório do Itaú aponta que, em 2013, o PIB per capita do Estado atingiu o valor de R$ 15.138, contra R$ 17.156 na região Norte e R$ 26.389 no Brasil.
“O PIB per capita está diretamente relacionado à qualificação da mão de obra. No Estado, 9,5% da população possui menos de um ano de estudo, algo que nos chama bastante atenção. Para um crescimento de longo prazo, é preciso investir na qualificação dos trabalhadores”, afirmou a economista Paula Yamaguti, responsável pela produção do relatório.
Como forma de preparar a mão de obra paraense para atender os empreendimentos que deverão se instalar no Estado, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-Pará) disse que a meta da instituição para 2016 é matricular 102,3 mil pessoas em seus cursos de qualificação e capacitação. Desse total, 20 mil serão ofertadas pelo Programa de Gratuidade. Com informações do jornal O Liberal.”
Notícias de Mineração, 18/01/2016



