Produção

Golfo prevê aumentar produção de fertilizantes em 14%

A produção de fertilizantes dos países árabes do Golfo deverá chegar a 43,1 milhões de toneladas nos próximos cinco anos. Se a estimativa se confirmar, haverá um aumento de 14% sobre a capacidade atual, que é de 37,8 milhões de toneladas, o que equivale a US$ 6,3 bilhões em receitas de vendas. As informações são da Associação de Químicos e Petroquímicos do Golfo (GPCA, na sigla em inglês) e foram publicadas nesta terça-feira (09) pela Emirates News Agency (WAM).

Relatório da organização informa que desde 2005 a capacidade de produção da região praticamente dobrou em função da grande demanda de países como Índia, Estados Unidos e Brasil.

“Desde 2005 o GCC tem sido o epicentro de uma indústria dinâmica de fertilizantes, cujo crescimento foi impulsionado pelo aumento da demanda por alimentos, pelo acesso crescente aos insumos e pelo avanço da população mundial”, disse o secretário-geral da GPCA, Abdulwahab Al Sadoun, segundo a WAM. O GCC (Conselho de Cooperação do Golfo) é formado por Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã.

De janeiro a julho deste ano, o Brasil, por exemplo, importou o equivalente a US$ 435 milhões em fertilizantes do GCC, um crescimento de 25% em comparação com o mesmo período de 2015, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

O executivo acrescentou que os países da região buscam desenvolver outros setores de suas economias para além da indústria petrolífera, e isso deve manter o interesse na área de fertilizantes no médio prazo.

A publicação alerta, porém, que o cenário internacional atual, de demanda estática e volatilidade macroeconômica, representa um desafio para os produtores. “Não há dúvidas que os produtores de fertilizantes do GCC estão encontrando concorrência agressiva de produtores que têm acesso a insumos baratos resultantes do desenvolvimento do gás de xisto nos EUA e de indústrias chinesas que utilizam carvão”, declarou Al Sadoun.

De acordo com a WAM, a Arábia Saudita e o Catar lideram a atividade no Golfo com capacidade para produzir 16,7 milhões e 9,8 milhões de toneladas, respectivamente.

A associação de produtores do Golfo vai promover uma convenção internacional do setor de 06 a 08 de setembro em Dubai, nos Emirados.

 

ANBA, 09/08/2016

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