Mesmo com crise, indústria de insumos quer crescer 10% em 2016
A indústria de insumos aposta em tecnologia para crescer 10% em 2016%. Essa é a tônica dos participantes do 6º Congresso Andav – Fórum & Exposição, que começou nesta segunda-feira, dia 15, em São Paulo. No evento, promovido pela Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), os participantes da cadeia afirmaram que o setor foi duramente afetado pela crise econômica, mas reagiu e agora aposta em crescimento.
De acordo com o presidente-executivo da Andav, Henrique Mazotini, apesar de todas as questões políticas que têm chacoalhado o país, o agricultor estaria mantendo a intenção de plantio, procurando atingir maior produtividade. Isso seria traduzido pelo volume de fertilizantes e sementes já comercializados no primeiro semestre. “Nós temos alguns casos de variedades de sementes que já estão em falta”, diz Mazotini.
Além de reforçar a importância da relação entre tecnologia e produtividade na cadeia, a indústria de insumos quer também qualificar os distribuidores. Por essa razão, a edição deste ano do evento conta com uma sala onde os visitantes podem assistir a palestras sobre as principais dificuldades na hora de negociar fertilizantes e defensivos.
O economista Felipe Prince Silva falou sobre gestão de risco de crédito entre os distribuidores, modalidade que oferta um terço do volume de recursos usado todos anos pelo agronegócio brasileiro.
“A bia gestão tende a favorecer tanto os produtores rurais – que vão conseguir taxas mais baixas de juros e preços menores – quanto os próprios distribuidores, que vão ter mais confiança nessa relação, que é tão importante para p crescimento do agronegócio”, diz.
O distribuidor de insumos Milton Hiwatashi, de Porto Alegre (RS), atua no segmento há dez anos e se interessou pela discussão sobre o crédito. Ele afirma que, em geral, quem trabalha em revendas são os técnicos e agrónomos, que não estão habituados à educação financeira. “Essa orientação é muito importante para determinar o limite que a gente pode dar a cada produtor”, afirma.
Canal Rural, 15/08/2016



