Produtora de fertilizante pode fechar fábrica em decorrência de alta do gás
Após uma alta de cerca de 33% do preço do gás para as indústrias, empresas de São Paulo começaram a traçar planos para mitigar o aumento decretado neste ano pela Arsesp (agência de saneamento e energia do estado).
A Yara, que comprou uma unidade de produção de fertilizantes da Vale em Cubatão por US$ 255 milhões, terá de pagar 37,6% a mais.
É o segundo aumento que a indústria enfrenta —o outro foi de cerca de 20%, no ano passado, segundo Daniel Hubner, diretor comercial da companhia.
“Com esse preço, é inviável manter a planta. Queremos tentar renegociar, mas a outra alternativa é fechar.”. São cerca de 2.000 funcionários, entre diretos e indiretos.
Há um contrato que a obriga a consumir um volume mínimo de gás, mas vence em um ano e, se não for encontrada outra solução, a fábrica para, de acordo com Hubner.
A empresa de capital norueguês investiu R$ 6 bilhões no Brasil em nove anos. O custo do gás torna difícil o diálogo com a matriz, diz ele.
Folha, 13/02/2019



