Colunistas

Os desafios atuais para construção e manutenção da fertilidade dos solos

Flávio Bonini, Gerente de Serviços Ténicos da Mosaic Fertilizantes

A agricultura é muito mais do que uma atividade: é uma arte. E, como toda arte, vem sendo desenvolvida e adaptada às necessidades e ao contexto da humanidade. Os povos migraram, as plantas cultivadas evoluíram, a produção alcançou novos continentes e, mesmo depois de 12 mil anos de agricultura, alguns princípios não mudam.

O primeiro é que a agricultura é cíclica. Clima, população global, geopolítica, oferta e demanda e evoluções tecnológicas são fatores que influenciam na forma com que cultivamos os solos. Exemplo disso é que estamos em meio a um novo ciclo da agricultura, mais acelerado, com desafios, oportunidades e que, recentemente, tem nos apresentado questões para serem respondidas para que continuemos produzindo alimentos de forma racional e sustentável.

Mergulhando um pouco mais no assunto, chegamos ao segundo princípio: o solo é o bem mais precioso para a viabilidade e sustentabilidade da produção agrícola. Consideramos solos quimicamente férteis aqueles que apresentam teores de nutrientes em faixas adequadas para o pleno desenvolvimento das plantas. O aumento da população e a mudança dos hábitos de consumo têm pressionado, de forma consistente, a capacidade produtiva e a fertilidade dos solos. Mas é, justamente, a viabilidade técnica de construirmos a fertilidade o pilar para sustentação e expansão da produção de alimentos mundial, principalmente em solos tropicais. Mas, como se dá o processo de construção e manutenção da fertilidade química?

Para ilustrar esta jornada, imagine que a construção da fertilidade é como subir um morro muito íngreme para ter, como resultado, a melhor visão possível do horizonte. Você começa a caminhada no pé do morro, colocando todo seu fôlego, atenção e forças em cada passo. Conforme você vai subindo, pode ser que seus recursos fiquem mais restritos, em alguns momentos você diminui a velocidade, respira fundo, mas olha para o seu objetivo e não para, porque você sabe que todo seu esforço será totalmente recompensado com a melhor vista possível do horizonte. Após um bom tempo, muito esforço e trabalho, finalmente, você chega ao topo do morro e entende que realmente este é o melhor lugar para estar. Qualquer passo para trás não permitirá a você ter a mesma visão e, caso dê este passo por algum motivo, retornar ao melhor lugar lhe custará mais esforço e tempo.

O que pode parecer uma história fora do contexto, na verdade, é um exemplo real do que acontece quando buscamos construir a fertilidade do solo. Na figura abaixo é demonstrada a relação entre os teores de nutrientes no solo e o rendimento relativo das culturas. Teores de nutrientes muito baixos (“pé do morro”), se não ajustados, resultam em baixas produtividades; neste caso, a adubação deve considerar doses para correção do solo e doses que atendam a necessidade das plantas. Conforme as adubações vão sendo feitas a cada safra, os nutrientes que não são exportados pelas culturas vão se acumulando no solo por vários e vários anos e “subindo o morro”, podendo chegar a teores altos ou muito altos (“topo do morro”), resultando na construção da fertilidade.

Note, porém, que mesmo em teores muito altos, a estratégia de adubação não é não aplicar nutrientes, e sim, aplicar ao menos o que a planta exporta com as colheitas. Isso porque os nutrientes que saem do solo e que não são repostos com a adubação são os “passos para trás” na subida do morro, ou seja, fazem com que ocorra a redução dos teores de nutrientes do solo e podem, como consequência, acabar limitando as produtividades. A não realização da adubação ou aplicação aquém do necessário pode até não ser percebida na produtividade da safra atual, entretanto, seu efeito poderá impactar em várias safras subsequentes ou mesmo gerar custos adicionais para correção.

Os desafios atuais para a construção e manutenção da fertilidade dos solos e sustentabilidade da produção são muitos. Mas a forma de lidar com esta situação deve passar, obrigatoriamente, por diagnósticos agronômicos apurados e que permitam identificar o melhor balanço nutricional; bem como quais produtos gerarão o uso mais eficiente dos nutrientes aportados na adubação, sempre com foco, não só na produtividade, mas também na rentabilidade das culturas.

E são estas as razões que fazem com que a Mosaic Fertilizantes desenvolva e recomende produtos como o Performa, linha de fertilizantes de alto desempenho que combina o que há de mais avançado em tecnologias para proporcionar a maior eficiência das adubações e aumentar a produtividade, rentabilidade e sustentabilidade da produção. A linha Performa possui o melhor das tecnologias Mosaic em fertilizantes – MicroEssentials, Aspire e K-Mag – contendo macro e micronutrientes em teores equilibrados e com disponibilidade imediata e gradual de nutrientes e alta uniformidade, proporcionando rendimento operacional superior e distribuição eficaz a campo. E todas estas características e benefícios geram incrementos na absorção de nutrientes, melhor nutrição das lavouras e resultam em elevação de produtividade como, por exemplo, para a cultura da soja de até oito sacas por hectare em relação às adubações convencionais. A linha de produtos Performa foi desenvolvida para nutrir as lavouras do início ao fim do ciclo e auxiliar na construção da fertilidade dos solos, gerando sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo