Brasil e Marrocos buscam ampliar parcerias

Em evento em Marrakech, organizado pela Lide, empresários e autoridades debatem oportunidades de negócios entre os dois países e destacam áreas potenciais, como agronegócio e turismo.
As relações comerciais entre Brasil e Marrocos são tímidas em valores, mas poderiam ser ampliadas uma vez que a economia dos dois países são complementares na busca de oportunidades nas relações bilaterais. Esse foi o fio condutor do Lide Brazil-Morocco Fórum, que reuniu autoridades e empresários dos dois países, nesta quarta-feira (9/7), em Marrakech, organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide).
O embaixador do Brasil no Marrocos, Alexandre Parola, destacou três áreas com potencial de crescimento dos investimentos entre os dois países: agronegócio, turismo e logística.
O diplomata destacou que Marrocos é dono de 70% das reservas globais de fosfato e, atualmente, o Brasil é o segundo maior importador de fertilizantes do país africano, atrás apenas dos Estados Unidos. “As duas economias são complementares. Esse encontro nos fornece uma plataforma completa e esperamos ultrapassar os Estados Unidos na importação de fertilizantes”, afirmou Parola.
Segundo ele, o país tem se esforçado para diversificar os fornecedores de fertilizantes, já que importa 90% do insumo usado nas lavouras brasileiras. “Sempre fomos grandes compradores de fertilizantes e estamos comprando mais agora, porque o país é uma potência agrícola, mas depender de 90% do fertilizante no exterior é um risco estratégico e o Marrocos é um parceiro importante nessa área”, explicou.
Parola afirmou que o governo brasileiro tem conversado com a marroquina OCP, um dos maiores fabricantes de fertilizantes do mundo, para ampliar a presença no Brasil, e, quem sabe, investir em uma fábrica no Brasil para atender o mercado doméstico.
Na avaliação do diplomata, as condições estão dadas para a cooperação e a parceria entre os dois países é essencial e estratégica para garantirmos a segurança alimentar. “Reconheço a preocupação dos marroquinos na preservação da água e o esforço para usar menos água na produção agrícola. E a porta de entrada e mais imediata é a diversificação da parceria com a OCP para ir além da compra de fertilizantes e ampliar a parceria e trocar conhecimento”, disse.
Correio Braziliense, 10/07/2025.



