Culturas

Adubação nitrogenada proporciona ganhos de produtividade ao milho

O uso de azospirillum e da adubação nitrogenada nas lavouras de milho safrinha foi o tema da palestra realizada na tarde de 27 de novembro, durante o XII Seminário Nacional de Milho Safrinha, em Dourados/MS. O tema foi apresentado pelo pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC/APTA), Aildson Pereira Duarte.

Segundo ele, o milho safrinha responde bem a adubação nitrogenada. Aildson explicou que a soja, por simbiose com o Bradyrhizobium sp., uma bactéria presente em suas raízes, capta o nitrogênio do ar e o fixa. “O agricultor pode até dispensar a adubação nitrogenada nas lavouras de soja. Mas, com o milho isso não é indicado, sendo necessário a adubação nitrogenada”, destaca.

Ele explicou que o nitrogênio presente na palha da soja se apresenta em níveis baixos, não sendo suficiente para assegurar bons índices de produtividade, pois o milho demanda muito nitrogênio. Segundo ele, as pesquisas revelaram que o melhor momento da adubação nitrogenada é durante a semeadura e que a dose no sulco de semeadura deve ser de 30 a 40kg por hectare de nitrogênio.

“Os agricultores precisam estar conscientes de que adubação nitrogenada durante a semeadura, feita na quantia correta e com manejo adequado, garante excelentes resultados de produtividade”, disse ele. Segundo Aildson, quando o agricultor opta apenas pela adubação a lanço o ideal é que tenha três equipes operando simultaneamente e explica que uma equipe colhe a soja, a outra planta o milho e uma terceira cuida das questões relacionadas a adubação. “É uma mudança de estratégias, uma inovação que vai garantir o retorno financeiro do milho safrinha”, destaca ele.

Quanto ao uso de inoculação com azospirillum nas lavouras de milho safrinha, Aildson explica que tanto o milho quanto a soja tem associação com bactérias que ocorrem naturalmente no solo. Mas, no caso do milho não ocorre por simbiose, como na soja. Sua associação com o milho estimula tanto o crescimento da planta quanto o desenvolvimento do sistema radicular do milho, mas é preciso fazer a inoculação para que estirpes mais eficientes de azospirillum colonizem o sistema radicular e ocorra benefícios em termos de aumento de produtividade..

“Esse processo pode ser feito via sementes antes do plantio, aplicando o produto – pó ou líquido”, disse Aildson. Ele destaca que a inoculação demanda cuidados especiais, pois precisa ser feita muito próxima do momento do plantio e, como se trata de um produto biológico, aspectos como condições ambientais, de solo e clima, podem influenciar no resultado positivo em termos de aumento de produtividade.

“O produtor precisa ficar atento a essas questões e forma de manejo, pois o aumento de produtividade pode chegar a 5%, quando feito de forma correta”, concluiu o pesquisador do IAC/APTA.

Cultivar, 29/11/2013

Imagem: Nilton Pires

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