Culturas

Produtores expõem propostas para os próximos anos

O setor da soja e do milho do estado de Mato Grosso expôs, através do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Ricardo Tomczyk, as principais propostas do agronegócio para o próximo quadriênio (2015/2018). A apresentação ocorreu nesta quinta-feira (31/07), em Cuiabá, durante a abertura da 9ª edição do Circuito Aprosoja, com participação de autoridades, lideranças e produtores de todo o Estado.

Com previsão de uma produção mundial de soja da ordem de 305 milhões de toneladas, a safra 2014/2015 é projetada como a maior da história mundial, mas com o agravante de apresentar o maior custo da história: R$ 2.400,00. O resultado é o aparecimento de preços pressionados, alavancados ainda com os custos de transportes mais altos do mundo em Mato Grosso, uma desaceleração da economia na China e uma combinação econômica com juros em alta e câmbio valorizado no Brasil.

Como parte da Carta Aberta da Soja, Ricardo mostrou aos presentes os quatro principais pilares defendidos pelo setor. O primeiro deles é a Melhoria da Logística de Grãos, por meio de aumento de investimentos, agilidade no licenciamento ambiental, aprovação da Lei de Eclusas, melhoria da qualidade das obras e desoneração dos pedágios.

O segundo pilar é o da Política Agrícola da Cadeia de Soja e Milho, através de programa de apoio a comercialização efetivo e desburocratizado, preço mínimo adequado, desburocratização do crédito oficial, seguro rural adequado, plano agrícola plurianual, política de incentivo a produção de etanol de cereais e melhorias tributárias, como a manutenção da Lei Kandir – a qual a categoria entende como essencial, restando uma melhor compensação aos estados produtores por parte do governo.

O terceiro pilar, segundo Ricardo, abrange a política de Pesquisa, Desenvolvimento e Defesa Agrícola. Para exemplificar, no caso dos fertilizantes, faz-se necessária desoneração da cadeia e maior fiscalização. Em outro exemplo, no caso da pesquisa, pede-se a desburocratização da Embrapa, foco em sistema de produção, incentivo ao investimento.

Por último, há o pilar da Segurança Jurídica, com a Implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), implantação do Programa de Regularização Ambiental e aprovação de um novo marco legal, estabelecendo regras novas para o trabalho rural. “Não conseguimos trabalhar no campo atendendo o regulamento das cidades”, externou.

A abertura do Circuito, que é uma realização da Aprosoja em parceria com o Senar, contou ainda com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Neri Geller, do governador do Estado, Silval Barbosa, de políticos diversos e presidentes de entidades do setor rural.

A Tribuna, 02/08/2014

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