Rio de Janeiro aposta em fertilizantes para reduzir dependência externa e atrair novos investimentos, aponta estudo da Firjan
O estado do Rio de Janeiro pode ampliar seu papel na indústria brasileira de fertilizantes ao combinar infraestrutura logística, produção de gás natural, pesquisa aplicada e novos instrumentos de política industrial. A avaliação consta do estudo Petroquímica e Fertilizantes no Rio de Janeiro 2026, publicado pela Firjan, que dedica uma seção específica ao setor de fertilizantes e às oportunidades para fortalecimento da produção nacional.
O estudo destaca iniciativas voltadas à ampliação da produção doméstica e ao desenvolvimento tecnológico como caminhos para reduzir essa vulnerabilidade.
Entre os instrumentos apontados pela publicação está o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), além do PROFERT (Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes), ambos apresentados como mecanismos para estimular investimentos, aumentar a competitividade da cadeia e fortalecer a soberania nacional em insumos agrícolas.
O documento também destaca os avanços relacionados ao CEFENP (Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas), iniciativa voltada à integração entre pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Outro ponto abordado é o crescimento do interesse por fertilizantes orgânicos, organominerais e bioprodutos. O estudo ressalta o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições da agricultura tropical e analisa experiências ligadas ao aproveitamento de resíduos e à produção de insumos com menor impacto ambiental.
A publicação ainda chama atenção para a relevância estratégica de matérias-primas essenciais à produção de fertilizantes, como o enxofre, e para os custos econômicos associados à dependência externa desses insumos. Segundo o estudo, ampliar a produção nacional e diversificar as fontes de suprimento são fatores considerados fundamentais para aumentar a resiliência da cadeia brasileira de fertilizantes.
Na avaliação da Firjan, o Rio de Janeiro reúne condições para se consolidar como um polo de inovação em fertilizantes, apoiado pela presença de instituições de pesquisa, centros tecnológicos e infraestrutura industrial já instalada. O estudo aponta que a aproximação entre universidades, centros de pesquisa e empresas pode contribuir para acelerar o desenvolvimento de fertilizantes mais eficientes e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade agrícola.
FIRJAN,, adaptado por GlobalFert, 04/11/2026



