Logística

Greve e movimentação nos portos atrasam entrega de fertilizantes

A paralisação dos servidores do Ministério da Agricultura e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o movimento atípico de desembarque de insumos nos portos têm atrasado a entrega de fertilizantes. Em geral, o volume maior de desembarque dos insumos ocorre nos primeiros quatro meses do ano. Com isso, o valor dos produtos tende a ficar mais alto nos próximos dias, já que os prejuízos de logística com os atrasos devem ser agregados ao preço final. A Secretaria dos Portos nega paralisação das atividades da Anvisa nos portos.

Segundo o diretor executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA Brasil), Carlos Eduardo Florence, os prejuízos já chegam a cerca de US$ 1,2 milhões por navio parado. “Paranaguá está com 49 dias [de atraso] e Santos com mais de 25 dias. Um navio com 30 toneladas parado custa, em média, US$ 30 mil por dia. Isso já encarece cerca de US$ 48 por tonelada a mais por mercadoria. Tudo isso vai ser repassado [ao agricultor]”, afirma Florence.

Ele ressalta que os repasses não devem ser feitos apenas aos produtores que já fizeram a compra dos insumos previamente.

O mercado nacional de fertilizantes atende apenas 35% da demanda do país. “Num ano como esse [de grande produção] até menos. E o restante tem que buscar no mercado internacional. Há um risco de atrasar a entrega para o agricultor”, diz Florence.

Globo Rural, 17/08/2012

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo