Logística

Setor de Fertilizantes discute impactos da nova fiscalização eletrônica do frete mínimo

A intensificação da fiscalização eletrônica do Piso Mínimo de Frete, iniciada em 20 de outubro por meio do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), está gerando preocupações no setor de fertilizantes. A medida, implementada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) com base na Lei 13.703/2018, tem sido avaliada por entidades representativas como um fator de aumento significativo nos custos logísticos.

O Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos) estima que os custos de transporte podem subir mais de 35% e defende a revisão dos critérios da tabela de frete mínimo, além da suspensão da aplicação de multas eletrônicas. A entidade também propõe ajustes na legislação vigente para melhor refletir as condições reais do mercado, incluindo aspectos como frete de retorno, tempo de carga e descarga, e utilização dos equipamentos de transporte.

A tabela de frete mínimo, atualizada pela ANTT em junho de 2021, tem gerado divergências entre os valores estipulados e os praticados no mercado. Segundo o diretor executivo da Associação de Misturadores do Brasil (AMA Brasil), Antonino Gomes, essas discrepâncias têm causado insegurança na contratação de fretes e impactos em toda a cadeia produtiva, incluindo o setor de alimentos.

Para promover o diálogo entre representantes do setor, governo e legisladores, o Instituto Pensar Agropecuária (IPA), que reúne 58 entidades do setor agropecuário, está apoiando iniciativas de discussão no Congresso Nacional. O objetivo é avaliar a aplicabilidade da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas e propor melhorias.

Esses temas serão abordados na abertura do Simpósio NPK 2025, que ocorrerá em 30 de outubro. O painel contará com a participação de representantes do setor e parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), incluindo os deputados Pedro Lupion e Tião Medeiros, além do presidente da Fertipar, Alceu Feldman.

Simpósio Sindiadubos NPK 2025

Com o objetivo de tratar das tendências no agronegócio e das mudanças ocorridas até o momento, tanto no âmbito nacional quanto internacional, o Sindiadubos realizará, no próximo dia 30 de outubro, em Curitiba (PR), a 19ª edição do Simpósio NPK 2025. O evento deve reunir aproximadamente 1.000 participantes e 300 empresas da cadeia do agronegócio, desde produtores de fertilizantes no Brasil e no exterior, operadores logísticos até consumidores finais.

O simpósio contará com a seguinte programação: Painel de Discussão do Setor; Performance e Perspectivas do Setor em 2025 e 2026; Cenário Nacional e Internacional do Agronegócio e Projeções de Custo e Rentabilidade da Safra 2025/2026. O evento terá a participação do diretor-presidente do Sindiadubos, Aluísio Schwartz Teixeira; do analista de fertilizantes da Agroinvest, Jeferson Souza; e da expert em agronegócio, jornalista e apresentadora Kellen Severo.

Sobre o Sindiadubos

Criado em 1987, o Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos) representa, defende e promove os direitos da indústria de adubos e corretivos agrícolas no estado, oferecendo assessoria jurídica, técnica e trabalhista, além de divulgar informações e dados de mercado sobre fertilizantes e adubos minerais. O sindicato é mantenedor da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) e filiado à Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP). Para mais informações, acesse: www.sindiadubos.org.br

Informações para imprensa:

Olavo Pesch 41 99958-5463

Gabriel Santos 41 99505-8888

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