Leilão de portos que traria investimento no setor de fertilizantes é adiado
O governo federal suspendeu o leilão de seis áreas portuárias no estado do Pará, que ocorreria na próxima quinta-feira. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) deverá alegar problemas técnicos para adiar o leilão em cerca de 30 dias, segundo fonte a par da situação. Nesta segunda-feira pela manhã encerrou-se o prazo para inscrição de interessados nas áreas na BM&FBovespa. Ou seja, a decisão foi tomada depois de conhecida a demanda.
Serão leiloados duas áreas no Porto de Santarém, três em Outeiro e uma em Vila do Conde. Juntas trarão investimentos de R$1,46 bi, em que R$288,7 mi irão para o porto de Santarém, R$91, 8 mi no de fertilizantes, R$221 mi em cada um dos terminais em Outeiro e R$419 mi no de Vila do Conde.
Conforme antecipou o site do GLOBO, por meio de nota a Antaq comunicou na tarde desta segunda-feira que “será reaberto prazo para impugnação dos editais (…) em razão da ausência de resposta de 48 pedidos de esclarecimentos ocasionados por problemas no sistema de informática da Antaq”. Segundo a agência reguladora, “posteriormente, será publicado novo cronograma dos eventos relacionados aos procedimentos licitatórios em questão, culminando com a sessão pública dos leilões nos próximos 30 dias”.
Algumas das demandas apresentadas por investidores interessados não teriam sido propriamente respondidas pela Antaq, o que afetou a demanda no leilão, segundo a fonte. Na prática, o governo ganha tempo para realizar o leilão em meio a uma crise política que poderá tirar do cargo o ministro dos Portos, Hélder Barbalho, do PMDB. As seis áreas no Pará receberiam investimentos de R$ 1,6 bilhão.
Além da insegurança com relação ao ministro, a Antaq está sem diretor-geral há quase um mês, atuando com um interino e quórum reduzido de dois diretores apenas. Na Casa Civil, que costuma estar à frente desses leilões, o cargo de ministro-chefe continua vago. Aliás, será o futuro ministro-chefe que assumirá o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), responsável pelos leilões do Programa de Investimentos em Logística (PIL).
Valor Econômico e Extra, 29/03/2016



