Porto do Rio Grande segue com foco na modernização
Uma das principais ações que está sendo realizada no porto do Rio Grande no momento é a modernização do cais público. O superintendente do porto gaúcho, Janir Branco, recorda que a iniciativa será paga com recursos da União, absorvendo cerca de R$ 97 milhões. O dirigente adianta que a meta da superintendência, futuramente, através de recursos próprios, é manter uma atualização constante do cais público.
Branco ressalta que elevar a eficiência do porto viabiliza a operação com navios com mais carga, melhora a segurança ambiental, proporciona incremento de mão de obra, entre outras vantagens. As obras da modernização vêm sendo conduzidas há cinco meses e a perspectiva é que sejam terminadas em 2016. Após a montagem do canteiro de obras, iniciou-se a execução da fixação das estruturas metálicas. Ao total, serão revitalizados 1.125 metros de cais.
Outra ação importante que está programada e também será patrocinada pelo governo federal é a dragagem focada na área do superporto e na entrada dos molhes. Essa iniciativa acarretará um investimento de R$ 368 milhões. Conforme Branco, a expectativa é de que a dragagem comece no segundo semestre e também acabe em 2016. Com a medida, o calado homologado do superporto, que hoje é de 42 pés, passará para 47 pés.
Além dessas questões, algo que interessa ao porto gaúcho é o fato de que a Secretaria Especial de Portos abrirá, na quinta-feira, consulta pública sobre o modelo de concessão de dragagem nos portos organizados. O debate é em torno se esse trabalho deverá continuar como está hoje, patrocinado pelo governo, ou se será colocado sobre o modelo de concessão. Branco informa que a superintendência está fazendo uma avaliação sobre o assunto, antes de manifestar uma opinião.
Sobre planos defendidos em gestões passadas, o dirigente informa que a ideia de implementação de um novo sistema de monitoramento de entrada e saída de navios (Vtmis) permanece e ressalta que a interpretação é que esse mecanismo dará maior segurança à navegação. Porém, quanto à possibilidade do aproveitamento da ilha do Terrapleno para instalação de terminais, Branco diz que esse projeto não será debatido, pois a concepção atual é que isso geraria algum conflito com a Marinha, que é a responsável e usuária daquela área.
Jornal do Comércio, 31/03/2015



