Alta de tarifas encarece fertilizantes e desafia produtores rurais nos EUA

Associações de produtores agrícolas dos Estados Unidos afirmam que o aumento das tarifas pode contribuir para a elevação dos preços dos fertilizantes, impactando o planejamento do plantio de milho, trigo e soja. Representantes do setor agrícola vêm atuando junto a parlamentares para reduzir os impactos sobre os fertilizantes, que podem representar mais de 30% dos custos de produção de grãos.
No início de agosto, a National Corn Growers Association, junto a 25 associações estaduais de produtores de milho, enviou carta às autoridades solicitando medidas para reduzir os preços dos fertilizantes.
Os grupos destacaram que a combinação de preços baixos do milho, incertezas no comércio e custos altos de fertilizantes e outros insumos — incluindo tarifas compensatórias — criou um cenário desfavorável para os agricultores que tentam se planejar para a safra atual e para 2026.
Especialistas em gestão agrícola da Universidade de Illinois apontam que os custos dos fertilizantes têm pressionado os produtores no planejamento da próxima temporada. Os preços elevados, atribuídos a diversos desafios globais de oferta, estão superando a estagnação das cotações das commodities. O fertilizante nitrogenado, em particular, registrou aumento de 10% a 15% em relação ao ano anterior, valor considerado elevado frente ao preço atual do milho. A situação pode levar alguns agricultores a reduzirem os orçamentos de adubação ou a ajustar o plantio de culturas, como a soja, conforme a demanda.
Exceções tarifárias reduzem efeitos sobre alimentos importados
Embora alguns produtos específicos, como o café brasileiro, tenham sido afetados, a maior parte das importações de alimentos foi poupada graças às isenções tarifárias estabelecidas pelo governo.
Pesquisadores da NDSU destacam que o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) atenuou impactos, já que 43% das importações agroalimentares vêm desses dois parceiros. Outros 17% vêm da União Europeia, agora com limite tarifário de 15%. No caso do Brasil, apesar de novas tarifas de 40% somadas ao imposto básico de 10%, cerca de 700 produtos alimentícios foram isentos.
Farm Policy News, adaptado GlobalFert, 21/08/2025.



